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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Matérias para Simulado Integral:


Matérias para Simulado Integral:

1a série

- Tudo sobre verbos.

Curso Pré-Vestibular

-Pré-Modernismo;
- Fernando Pessoa e heterônimos;
- Modernismo no Brasil (Geração de 1922).


FICA A DICA!
Livro "Reino Sub-Imundo"
Conheça também o livro que o Professor Fernando Letras está fazendo. São duas ou três páginas publicadas semanalmente no sábado. Confira!
http://professorfernandoletras.blogspot.com.br/p/livro-mundo-sub-imundo-publicado.html

domingo, 27 de outubro de 2013

Algumas citações de Gabriel Garcia Marquez - 1


(...) as mulheres só se entregam aos homens de ânimo resoluto, porque lhes infundem a segurança pela qual tanto anseiam para enfrentar a vida.
(...) haviam suscitado nela uma curiosidade difícil de resistir, mas nunca imaginara que a curiosidade fosse outra das tantas ciladas do amor.

A única coisa pior do que a má saúde é a má fama.

Uma noite voltou do passeio diário aturdida pela revelação de que não só se podia ser feliz sem amor como também contra o amor.

— Adoro você porque você me tornou puta.

— Rico não — disse: — sou um pobre com dinheiro, o que não é o mesmo.

Só me dói morrer se não for de amor.

Um homem sabe quando começa a envelhecer porque começa a parecer com o pai.

Desconfiava do tipo sensual, as que pareciam capazes de comer cru um jacaré-açu, e que costumavam ser as mais passivas na cama. Seu tipo era o contrário: essas rãzinhas sumidas, que ninguém se dava ao trabalho de olhar duas vezes na rua, que pareciam reduzidas a nada quando tiravam a roupa, que davam pena porque seus ossos rangiam ao primeiro impacto, e que no entanto podiam deixar pronto para a lata do lixo o maior dos gargantas.



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Livro "Reino Sub-Imundo"
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sábado, 26 de outubro de 2013

LIVRO REINO SUB-IMUNDO - PUBLICAÇÃO 2 - Novela Semanal Digitalista - Digitalismo

Se você não leu a primeira parte, leia-a antes:
http://professorfernandoletras.blogspot.com.br/2013/10/reino-sub-imundo-da-capa-ate-pagina-8.html

Parte II – Em que fica nítido que o bar é onde a verdade prevalece e as amizades se fazem; do surgimento de Greval, herói de nossa gente, que provavelmente será assassinado em sua primeira participação e; o melhor bar do mundo.

Desanimado com sua abstinência social, Souropeaux procura agora um bar onde possa tentar uma integração com Dionísio. Pede, portanto, uma poliquantidade de bebidas e senta-se em uma mesa mais empoeirada que as estradas de terra de São Ninguém dos Peregrinos. Na gravação digital, que a todos alicia, o vocalista entorpece os ouvintes embasbacados ao cantar:

Mãe, acabei de matar um homem:
Coloquei uma arma contra sua cabeça,
Puxei o gatilho e agora ele está morto.
Mãe, a vida mal tinha começado
Mas agora estou perdido e joguei tudo fora

Sem dúvida, amigos atlantes, versos tão líricos apetecem à maioria dos corações tombados. Não seria sem motivação que Souropeaux começaria ali uma filosofia da morte. Essa provavelmente seria baseada na idéia de que o suicídio é a salvação dos assassinos arrependidos; de que a consciência pune mais que as grades, etc. Contudo, foi impedido por uma voz que lhe salvou de si mesmo:
- Tape os ouvidos. Não devemos ouvir as pessoas de queixo saliente. São invejosos! Devemos louvar a vida, sempre, pois a vida é que vale a pena! O queixo quando é demasiado faz com que as pessoas tornem-se infelizes e cantoras de música-sem-sorrisos. É capaz de infelicidades tamanhas que só podem ser comparadas à obesidade crônica na adolescência, à impotência na juventude e à abstinência sexual eterna das viúvas ou das casadas há décadas, salvo vastas exceções, inclusive quanto aos queixos!
Sem saber ao certo de onde surgia aquela voz e aquela teoria estapafúrdia, Souropeaux pensou consigo: “São os otimistas ridículos; maldito Cândido que um Voltaire criou!” Pensando isso, não percebia que quem se aproximava não era uma triste figura, como a sua, mas uma Figura Notável, que passara então invisível aos olhos de todos, por um fenômeno de peculiaridades ultralisenses: o anonimato lançado às pessoas originais. Aos nativos, cabia mais o que podemos chamar aqui de “cultura de massa” ou de “fecalidade intectual”, se quisermos ser exatos; e queremos.
- Tenho ouvido falar de ti, Souropeaux, um pobre homem infeliz, que não sabe o que é abraçar uma humanidade inteira.
O filósofo-de-bar estranhava o estranho a lhe ensinar a vida. Não deveriam os filósofos ensinar os leigos? Não estariam os papéis invertidos? Não seria ele próprio, então, um ser-afundado-no-não-viver?
Vá se acostumando, Bea, a essas parvoíces típicas do nosso aconchegante reino. Você, minha querida, bem sabe de nossa posição privilegiada, mas nem por isso devemos deixar de observar os muitas vezes assustadores comportamentos lisenses, pois este é um livro de aprendizados. Principalmente para nós mesmos.
Na mesa em que Souropeaux estava, sentou-se pois Greval, dono das mais variadas características, das quais, no entanto, não falarei. Ou falarei. Falarei.
É inevitável notar, cara Rodrigues, que nosso herói agiu, ao menos momentaneamente, de modo muito fingido, posto ser dos maiores admiradores da banda do queixudo vocalista e também dos queixudos em geral – é que Greval adorava a ambigüidade e a ironia, tinha fé profunda nelas, e ninguém o entendia bem por isso, já que não conseguiam saber quando falava sério, e se falava. Esse por sinal era um grande gosto seu.

Página 9

No mais, era alto funcionário da burrocracia reinodistântica: um etnodominador. Suas principais ocupações ficavam assim expostas em sua sala inacessível à população comum:
“- Manter a massa humana na macroignorância e na microvida;
- Cooperar para a boa organização das ‘perdíveis-de-vista’ filas de hospital;
- Gerir de modo perfeitamente cínico o dificílimo acesso a informações administrativas;
- Contrafazer de modo discreto os avanços medicinais que diminuiriam o lucro das polinacionais-empresas-farmacêuticas, parceiras de nosso Estado Maior;
- Ignorar sistematicamente os buracos nas estradas e, se necessário, prometer avanços imediatos;
- Organizar o sistema de doações de cestas básicas somente em vésperas de eleições;
- Prender os pequenos ladrões;
- Soltar os grandes, ou mesmo evitar que lhes prendam;
- Animar o povo a concentrar suas subvidas em rodeios, as novidades da moda e jogos de axilabol; e
- De modo geral, executar com primazia todas as funções básicas de qualquer burrocrata comtiano”.
Agora que falei o que não deveria ter falado, porque se falasse atrapalharia o desenvolvimento desta parte, como bem atrapalhei mesmo, volto à mesa onde se encontram esses já amigos, Souropeaux e Greval.
Como o filósofo não falava nada, e estavam ali as duas figuras, a triste e a notável, Greval resolveu, por espontânea simpatia, expor ao neoamigo algumas de suas atitudes mais notáveis, que, por conseguinte, renderam-lhe o estatos de mau etnodominador:
- Veja bem, Souropeaux, acredito nas qualidades do povo, e até luto por ele: inventei um sistema de senhas, para que as pessoas não precisassem mofar e apodrecer lentamente em filas de hospital até a morte, devoradas pelos fungos-do-descaso; impedi a corrupção de piche, esse fenômeno tão degradante de nossa sociedade, que se baseia no asfaltamento de nossas estradas com finas camadas de asfalto abaixo das quais há lixo hospitalar e orgânico, barateadores natos que são da construção e enriquecedores fatídicos dos construtores; combati a lavagem de dinheiro nos tanques, nas máquinas de lavar e até na prefeitura; lutei por uma escola pública de qualidade, sim, por uma escola pública de qualidade, que tivesse carteiras para os alunos sentarem, comida para comerem e até mesmo salário para os professores também poderem comer!; defendi a democracia no voto, o direito de as pessoas terem arma e se defenderem, já que o Estado não as defende! Ora, Souropeaux, luto até pelo direito de as pessoas viverem!
Nesse momento, Caipira, meu parceiro de vodca-poética, os presentes no bar todos param. Um cidadão até torto de tão inclinado à direita, arranca dois facões do bolso e começa a cortar melancias ao meio em uma só batida, num fenômeno de proporções titiquistas transmissíveis em programas do horário nobre. Certamente é um senador, um desses seres sobrelegais, combatendo os absurdos da corrupção greválica. A testa de nosso herói inunda-se de suor como alguns bairros periféricos se inundam após quinze minutos chuvosos... Teme por sua sobrevida e faz um retromovimento espontâneo. O senador lateja como numa sessão do plenário justa: inaceitável! É uma típica briga de bar reinodistântica: sem motivo nem finalidade.
Lucas Salles! Salles! Acorde, meu parceiro! Nosso herói não pode morrer já, mal pudemos ver o brilho de sua pele oleosa! Oh sim, era oleosa como a minha a dele! Sorte a nossa, atlântido, que ele não era bobo nem lerdo e, numa astuta lembrança de São Pedro, negou três vezes aquilo que tinha defendido como sua vida, dizendo que o cidadão à direita havia se equivocado, que ele, Greval, na verdade lutava pela subvida das micropessoas. O politicalhão hesitou, não gostava de parar uma inútil-briga, mas o rapaz tinha sua certa insanidade. O senador ardia por ceifar ao menos o insinuante queixo grevalesco: saliente, feio, original. Era pura inveja! E rápido deu-se um conflito, um raro conflito interno em um adiposo burgocrata. Porém ele, após alguns segundos, desajeitado, lateralmente guinando o pescoço como um bêbado ao vento, aos poucos foi desbufando, até se acalmar e alcançar o centro, nunca a esquerda!
Quase, Úmero, ficamos sem um dos nossos principais heróis. Por isso lhe digo: as idéias devem ser abafadas. Ora, caríssimo amigo, não se pode fazer escândalos no Reino Sub-Imundo. Aqui, saiba logo, há um código de Não-Direitos-do-Povo. E viver, de maneira alguma, pode ser considerado um direito.

Página 10

Passada a primeira impressão acerca de Greval e Souropeaux, podemos agora deixar nossos personagens conversando: porque o bar é para alegrias, sempre. Resta-nos, de momento, ouvir suas primárias (talvez eu tenha querido dizer: primeiras?), mas interessantes ideias:
- O senador queria matá-lo – e Souropeaux ria a alegria da política-do-álcool.
- Não fosse meu bom-humor, poderia mesmo ter morrido.
O filósofo fez-se de pseudoentendedor e Greval percebeu a necessidade de reexplicar.
- Só quem sabe rir de si mesmo pode rir dos outros. Eu ri de mim mesmo ao falar que defendia a subvida de minipessoas. Pensei: como sou covarde e fraco; como consigo de um momento para o outro negar as coisas que mais defendo?! Fui um inimigo brilhante de mim mesmo e, ao mesmo tempo, meu salvador!
- Mas devemos ser sérios, devemos buscar a verdade.
- A verdade é a ironia, meu caro. Não há o que seja tão sério assim. No fim, tudo pode ser resumido em uma grande piada – que somos nós mesmos. Mais que a ironia, a autoironia deve ser nosso darma.
A verdade é a ironia. Está aí algo que Souropeaux certamente não havia pensado. Ele, ao mesmo tempo em que estranhou, quis saber mais. E o querer saber mais, meus amigos, meus louváveis amigos, todos já sabem o que significa: é a ponta de uma amizade que se faz. Ora, é no bar que as melhores amizades surgem. Repetidamente lá! E melhor que seja no Bar Sujo, que agora surge diante de nossos olhos!
Mas antes, é necessário esclarecer que, minutos depois, o senador foi tomar algumas tequilas com Souropeaux e Greval, enquanto falavam de ninfetas-ninfomaníacas da tevê e dos melhores times de axilabol da temporada. Sim, Gustavo Caipira, sábio Caipira, são exatas as suas palavras: “A ausência de sentido é uma das principais motivações daquele povo alienado”. Creio porque é absurdo.

          Página 11


Se você não leu a primeira parte, leia-a antes:
http://professorfernandoletras.blogspot.com.br/2013/10/reino-sub-imundo-da-capa-ate-pagina-8.html

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Você conheceu o Titiquismo?

Estilo liderado por Úmero Card'Osso, o Titiquismo teve grande força na primeira década dos anos 2000. Essa é a capa da antologia titiquista. Segue também um texto de Úmero:




"PARTE XIX
incidente com os jornalistas
no lupanar


Chegaram.
O Davre Lion, excelente prostíbulo no centro comercial de Boça, na Ingualânia, estava ali, imenso, aberto, perpétuo, cumprindo o seu papel utópico.
Duforxau e Mosepeus entraram.
Subiram as escadas, meteram-se pelos corredores do labirinto erotenso.
Um tumulto sem precedentes destrambelhou-se no atulhado pornoprédio. Jornalistas acavalavam-se na escada, arrolhando a passagem, depois nos corredores iniciais, depois em tudo.
Além dessa maldita praga teleconfusa, pessoas várias, fãs, otários, políticos e mendigos, desconhecidos e amigos, seguiam Duforxau aonde quer que fosse, e diante da notícia de seu paradeiro, a grande massa engrossou-se por inteiro.
Tamanho empelotamento indômito começou a sufocar os menos pleuropotentes.
Tamanha empurração começou a enervar os menos neurodormentes.
Repórteres famosos morreram pisoteados.
Os jornais da Ingualânia protestaram com reportagens nitidamente hipoprofissionais, com extensas coberturas tele-empirraçadas, infovingativas, eivadas de vício informativo – como quando morreu Tim Lopes, no Brasil, cujo canal central de televisão, bobo, exacerba focos microcósmicos de informação, pois muitos morrem todos os dias e ninguém se importa".


O fragmento pertence ao livro Mundo Obtuso.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

COC - Avaliações - 4° bimestre - 2013


Conteúdos de prova:

9° ano
- Neologismo;
- Formação de palavras;
- Homônimas e parônimas;
- Interpretação de texto.

1a série
- O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde;
- Romantismo (resumo de Amor de Perdição e as três fases da poesia romântica no Brasil).

2a série
- A morte e a morte de Quincas Berro d'Água - Jorge Amado;
- Geração de 1930 (Graciliano Ramos, Jorge Amado, Drummond, Vinícius de Moraes).



sábado, 19 de outubro de 2013

PRIMEIRO MANIFESTO DIGITALISTA - DIGITALISMO - TEXTO E VÍDEO

O vídeo em HD correspondente ao texto pode ser encontrado no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=5RbrcvERKu4&feature=youtu.be

PRIMEIRO MANIFESTO DIGITALISTA

Vemos que a arte padece nos nossos dias. Não só ela, mas instituições milenares, a exemplo da família e de algumas religiões. Por outro lado, percebemos que novas manifestações crescem com toda a força, como o fenômeno da internet. Há qualquer coisa desajustada entre as percepções de tecnologia e de arte, neste momento; algo como se elas fossem distantes, talvez até mesmo desconhecidas.
O Digitalismo surge como um grito de protesto e um apelo ao despertar em meio à letargia geral da arte. Isso porque ela agoniza e não pede socorro. Nem mesmo se socorre.
O que poucos perceberam ou ao menos levaram a sério até então é a tendência completamente natural de fusão entre as manifestações artísticas e a internet. E elas, neste momento da história, dão-se as mãos. Nesse sentido, o movimento digitalista vem também para sistematizar esses acontecimentos. Para ele, não só a folha de papel, as paredes de uma construção, o cd, o dvd ou a pedra bruta são considerados os “locais” de produção. Para nós e para nossos contemporâneos, a tela, do computador ou da tevê, é o grande local do fazer artístico. Nesse sentido, o designer, o músico independente, o fotógrafo, o poeta digital e o desenhista digital, para citar alguns exemplos, adquirem importância única.
Passamos do papiro ao papel e, agora, do papel para a tela. Porém o que ocorre não é só uma mudança de plataforma; isso porque a plataforma agora transforma a maneira de se realizar a arte. Valorizamos essa tendência em todas as suas possibilidades. O advento da internet não só trouxe uma nova maneira de difusão da cultura, marcada pela velocidade, como também resultou em diferentes formas de viver, sentir, pensar, divulgar a arte, fazer política e denunciar as mazelas sociais. A sociedade inventou a internet e a internet está reinventando não só a sociedade em geral, como também a expressão artística.
As antigas editoras podem não morrer, mas já agonizam. O e-livro, o audiolivro, as pinturas em programas de computador, os músicos que se lançam por canais de vídeos na internet, as animações em computador, tudo isso constitui uma nova realidade: inevitável, irrefreável. Negar tal fato seria nadar contra uma correnteza que já afogou a velha arte.
Em termos técnicos, é possível e mesmo uma tendência agora a união entre diversas formas de arte em uma só obra. “A névoa”, por exemplo, de autoria de Fernando Sales (Professor Fernando Letras) une poesia, imagem e som; em outros casos, há a união entre poesia, pintura e música. Nada impede, inclusive, uniões com o teatro e com a escultura digital.
Desse modo, o Digitalismo emerge como um universo no qual as oportunidades se multiplicam. E se, antes, o artista sofria para publicar sua obra, em virtude da sua condição financeira ou da conjuntura editorial ou política, hoje basta acessar a rede para divulgar sua criatividade. Por conseguinte, o artista digital encontra mais chances para o reconhecimento de sua obra, diferentemente do que ocorreu, por exemplo, com José Joaquim de Campos Leão, o Qorpo-Santo, dramaturgo gaúcho que viveu no século XIX, mas cuja obra foi reconhecida apenas a partir da segunda metade do século XX.
Nossa época, ao contrário, permite o reconhecimento instantâneo, o contato imediato e frequente entre o artista e seu público. As novas livrarias encontram-se todas na tela; as exposições também; o músico não precisa mais de uma gravadora e um cd inteiro para se lançar, com uma música isso já é possível e imediato; toda peça teatral é agora um pouco de cinema, quando publicada na internet. Vivemos uma nova realidade em que cada um e todos reconstroem o sentido artístico, o ser e o estar no mundo. Digitalismo é o nome dessa expressão.




                                                               Aquinno dos Reis e Fernando Sales (Professor Fernando Letras) 


REINO SUB-IMUNDO - PUBLICAÇÃO 1 - Novela Semanal Digitalista - Digitalismo


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

PROGRAMAÇÃO DO MANIFESTO DIGITALISTA - DIGITALISMO



PROGRAMAÇÃO DO MANIFESTO DIGITALISTA - DIGITALISMO

19-10

19h: Na página do evento, será feita a Divulgação do Manifesto Digitalista, de Aquinno dos Reis e Fernando Sales, em documento de Word e em vídeo. Em seguida, haverá abertura para comentários.

19h10min: Início das publicações dos artistas participantes (poetas, romancistas, pintores, desenhistas, fotógrafos, músicos, atores, entre outros), tanto no evento Manifesto Digitalista quanto na página Movimento Digitalista. Essas publicações serão feitas pelos próprios artistas ou pelos organizadores, em nome dos que não poderão "comparecer" no horário.
Daí em diante, todos publicam, assistem, veem, leem e comentam aquilo que foi publicado. Além disso, é importante compartilhar o que achar interessante em sua página no Facebook e em seu Twitter.

20h30min: A partir daí, é importante que os artistas passem a publicar com a frequência que quiserem na página do Movimento Digitalista. Ela, sendo uma página aberta a todos, como é, tem sido muito pouco usada pelos participantes. Só assim poderemos nos fortelecer enquanto grupo, sempre compartilhando e curtindo as publicações uns dos outros.

Observações:
- O evento não tem horário determinado para terminar;
- Há um artigo e uma reportagem sendo feitos sobre o Digitalismo;
- Temos ainda dificuldade com a divulgação, portanto sempre que puderem, divulguem;
- Quem ainda não segue o Digitalismo no Twitter, procure por @Digitalismo1.

Sucesso a todos!
Aquinno dos Reis e Fernando Sales.


 PROGRAMAÇÃO DO MANIFESTO DIGITALISTA - DIGITALISMO

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

MANIFESTO DIGITALISTA - data, local, horário e divulgação

Amigos, no sábado, dia 19 de outubro deste ano, às 19:00 horas, será divulgado o 1° Manifesto Digitalista. Dessa forma, todos poderão conhecer as ideias fundamentais desse movimento. Todos estão convidados a acompanhar, comentar, compartilhar, divulgar o evento e também para publicar suas obras (de literatura, de desenho digital ou digitalizado, de música independente, de teatro amador, entre outros). Durante toda a semana, divulgaremos novidades sobre esse momento tão marcante.

Forte abraço,
Fernando Sales (Professor Fernando Letras).

Veja mais sobre o evento em:
http://professorfernandoletras.blogspot.com.br/p/digitalismo.html

domingo, 6 de outubro de 2013

SAGARANA - CONTO DUELO - GUIMARÃES ROSA - COC - ÁPICE

SAGARANA - CONTO DUELO - GUIMARÃES ROSA - Alunos do Colégio COC - ÁPICE





SAGARANA - CONTO DUELO - GUIMARÃES ROSA - COC - ÁPICE



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

FICA A DICA DE LITERATURA: MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS - FUVEST E UNICAMP

FICA A DICA DE LITERATURA: MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS - FUVEST E UNICAMP

A aula está no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=aZ9hW8dL8wk



FICA A DICA DE LITERATURA: MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS - FUVEST E UNICAMP

PRONOMES RELATIVOS - EXERCÍCIOS - FIXAÇÃO


Pronomes Relativos (exercícios com gabarito)

Exercícios

Podem ser pronomes relativos: que, quem, qual, cujo, onde, como, quando e quanto.

Exercício 1 – Complete as lacunas com o pronome relativo adequado precedido ou não de preposição:
“Este é o livro QUE o professor indicou (=indicou O LIVRO)”;
“Este é o livro A QUE o professor se referiu (=se referiu AO LIVRO)”;
“Este é o livro CUJO autor foi homenageado (=O AUTOR foi homenageado)”;
“Este é o livro DE CUJO autor o professor não gosta (=o professor não gosta DO AUTOR do livro)”;
“Esta é a rua ONDE ele mora (=mora NA RUA)”;
“Esta é a rua AONDE ele foi ontem (=foi À RUA)”.

a) Trouxe os documentos…
________ eles pediram.
________ eles precisam.
________ eles se referiram.
________ eles precisam ler.
________ eles se esqueceram de assinar.
b) Estas são as ideias…
________ foram apresentadas na reunião.
________ a diretoria acredita.
________ a diretoria discorda.
________ a diretoria concorda.
________ a diretoria fez referência.
c) Estas são as pessoas…
________ compareceram à reunião.
________ o chefe mais respeita.
________ o chefe entregou o novo projeto.
________ o chefe mais gosta.
________ o chefe mais confia.
d) Este é o relatório…
________ autor foi promovido.
________ autoras eu não conhecia.
________ autores fiz vários elogios.
________ autora ele está apaixonado.
________ autor ele sempre gostou muito.
e) É linda a cidade…
________ nós vivemos.
________ ela nasceu.
________ eles irão nas férias.
________ eles levaram seus filhos.
________ elas vêm.

Exercício 2 – Complete as lacunas com o pronome relativo adequado, respeitando a regência:

1. Esta é a música ___________ (que OU de que) o povo gosta.
2. E o Brasil acabou chegando ao gol __________ (que OU de que) tanto precisava.
3. Esta é a marca _________ (que OU em que) o mundo confia.
4. Estes são os dados ________ (que OU a que) fizeram referência.
5. Este é o diretor ________ (que OU quem OU a quem) sempre respeitei.
6. Aqui está a lista dos técnicos ____________ (que OU com que OU com quem) pretendo viajar para Brasília.
7. Ainda não conheço a secretária do diretor _________ (de quem OU da qual OU do qual) o chefe fala tanto.
8. Não gosto muito do assunto ___________ (sobre que OU sobre o qual) conversamos ontem na reunião.
9. Isto aconteceu na semana ___________ (durante que OU durante a qual) fizemos um curso de aperfeiçoamento.
10. É um funcionário __________ (cujo OU cujo o) trabalho é sempre muito elogiado.
11. Ele é uma pessoa __________ (cujos OU com cujos OU com os quais) ideais simpatizamos muito.
12. É um político _____________ (cujas OU contra cujas OU contra as quais) ideias lutamos por toda a vida.
13. Não concordo com os argumentos _____________ (onde OU em que OU nos quais) os advogados se basearam.
14. Isto ocorreu no mês __________ (onde OU quando) o governo alterou sua política econômica.
15. Esta é a rua ________ (onde OU aonde) eles moram.
16. Esta é a empresa ___________ (onde OU aonde) nós trabalhamos.
17. Esta é a praia ___________ (onde OU aonde) ela sempre vai aos domingos.
18. Não sei _________ você vem, ________ está nem ________vai. (onde OU aonde OU de onde)
19. Era tudo ___________ (que OU quanto) ele tinha para dar.
20. Essa foi a melhor forma ____________ (que OU como) decidimos o impasse.

Exercício 3 – Complete as lacunas com o pronome relativo adequado, precedido ou não de preposição:


1. São estes os voluntários __________ a organização depende tanto.
2. Recebemos os catálogos __________ páginas vi a tal propaganda.
3. Aqui estão os produtos __________ se fez tanta propaganda.
4. Estes são os objetivos __________ estamos voltados no momento.
5. Eis os políticos ____________ ideias se anima o país.
6. Foram as peças de teatro _________ assisti em Paris.
7. São muitos os doentes __________ nossos médicos devem assistir.
8. Não sei o motivo ___________ eles não vieram.
9. Este é o assunto _____________ discutíamos ontem.
10. É nesta rua __________ fica o depósito da nossa empresa.
11. Não sei o ponto __________ você pretende chegar.
12. Nunca soube a hora ____________ vocês se encontravam.
13. Isto ocorreu no período ____________ ele era o presidente da empresa.
14. Desconheço o modo _________ ele resolveu o problema.
15. Deve ser este o método ________ ele sempre agia.
16. Deve ser este o método ________ ele sempre adotava.
17. Isto é tudo __________ eles possuíam.
18. Descobri o problema _________ devia informá-lo.
19. Descobri o problema _________ devia informar-lhe.
20. Esta é a proposta _______ ele se referiu.

Gabarito

Exercício 1 – Complete as lacunas com o pronome relativo adequado precedido ou não de preposição:

a) Trouxe os documentos…
QUE (ou OS QUAIS) eles pediram.
DE QUE (ou DOS QUAIS) eles precisam.
A QUE (ou AOS QUAIS) eles se referiram.
QUE (ou OS QUAIS) eles precisam ler.
QUE (ou OS QUAIS) eles se esqueceram de assinar.

b) Estas são as ideias…
QUE (ou AS QUAIS) foram apresentadas na reunião.
EM QUE (ou NAS QUAIS) a diretoria acredita.
DE QUE (ou DAS QUAIS) a diretoria discorda.
COM QUE (ou COM AS QUAIS) a diretoria concorda.
A QUE (ou ÀS QUAIS) a diretoria fez referência.

c) Estas são as pessoas…
QUE (ou AS QUAIS) compareceram à reunião.
QUE ou A QUEM (ou AS QUAIS) o chefe mais respeita.
A QUEM (ou ÀS QUAIS) o chefe entregou o novo projeto.
DE QUEM (ou DAS QUAIS) o chefe mais gosta.
EM QUEM (ou NAS QUAIS) o chefe mais confia.

d) Este é o relatório…
CUJO autor foi promovido.
CUJAS autoras eu não conhecia.
A CUJOS autores fiz vários elogios.
POR CUJA autora ele está apaixonado.
DE CUJO autor ele sempre gostou muito.

e) É linda a cidade…
ONDE (ou EM QUE ou NA QUAL) nós vivemos.
ONDE (ou EM QUE ou NA QUAL) ela nasceu.
AONDE (ou A QUE ou À QUAL) eles irão nas férias.
AONDE ou PARA ONDE (ou A QUE ou À QUAL ou PARA A QUAL) eles levaram seus filhos.
DE ONDE (ou DE QUE ou DA QUAL) elas vêm.



Exercício 2 – Complete as lacunas com o pronome relativo adequado, respeitando a regência:

1. Esta é a música DE QUE o povo gosta.
2. E o Brasil acabou chegando ao gol DE QUE tanto precisava.
3. Esta é a marca EM QUE o mundo confia.
4. Estes são os dados A QUE fizeram referência.
5. Este é o diretor QUE ou A QUEM sempre respeitei.
6. Aqui está a lista dos técnicos COM QUEM pretendo viajar para Brasília.
7. Ainda não conheço a secretária do diretor DA QUAL (se for da secretária) ou DO QUAL (se for do diretor) o chefe fala tanto.
8. Não gosto muito do assunto SOBRE O QUAL conversamos ontem na reunião.
9. Isto aconteceu na semana DURANTE A QUAL fizemos um curso de aperfeiçoamento.
10. É um funcionário CUJO trabalho é sempre muito elogiado.
11. Ele é uma pessoa COM CUJOS ideais simpatizamos muito.
12. É um político CONTRA CUJAS ideias lutamos por toda a vida.
13. Não concordo com os argumentos EM QUE ou NOS QUAIS os advogados se basearam.
14. Isto ocorreu no mês QUANDO o governo alterou sua política econômica.
15. Esta é a rua ONDE eles moram.
16. Esta é a empresa ONDE nós trabalhamos.
17. Esta é a praia AONDE ela sempre vai aos domingos.
18. Não sei DE ONDE você vem, ONDE está nem AONDE vai.
19. Era tudo QUE ou QUANTO ele tinha para dar.
20. Essa foi a melhor forma COMO decidimos o impasse.

Exercício 3 – Complete as lacunas com o pronome relativo adequado, precedido ou não de preposição:


1. São estes os voluntários DE QUEM (ou DOS QUAIS) a organização depende tanto.
2. Recebemos os catálogos EM CUJAS páginas vi a tal propaganda.
3. Aqui estão os produtos DE QUE (ou DOS QUAIS) se fez tanta propaganda.
4. Estes são os objetivos A QUE ou AOS QUAIS estamos voltados no momento.
5. Eis os políticos COM CUJAS ideias se anima o país.
6. Foram as peças de teatro A QUE ou ÀS QUAIS assisti em Paris.
7. São muitos os doentes QUE ou A QUEM (ou OS QUAIS) nossos médicos devem assistir.
8. Não sei o motivo POR QUE ou PELO QUAL eles não vieram.
9. Este é o assunto SOBRE O QUAL discutíamos ontem.
10. É nesta rua ONDE (ou EM QUE ou NA QUAL) fica o depósito da nossa empresa.
11. Não sei o ponto A QUE ou AO QUAL ou AONDE você pretende chegar.
12. Nunca soube a hora QUANDO (ou EM QUE ou NA QUAL) vocês se encontravam.
13. Isto ocorreu no período QUANDO(ou EM QUE ou NO QUAL) ele era o presidente da empresa.
14. Desconheço o modo COMO ele resolveu o problema.
15. Deve ser este o método COMO ele sempre agia.
16. Deve ser este o método QUE (ou O QUAL) ele sempre adotava.
17. Isto é tudo QUE ou QUANTO eles possuíam.
18. Descobri o problema DE QUE ou DO QUAL devia informá-lo.
19. Descobri o problema QUE ou O QUAL devia informar-lhe.
20. Esta é a proposta A QUE ou À QUAL ele se referiu.


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terça-feira, 1 de outubro de 2013

VIDAS SECAS - Resumo e análise do livro de GRACILIANO RAMOS - Fuvest

Resumo do livro VIDAS SECAS - GRACILIANO RAMOS (análise e exercícios) - Fuvest


Assista também ao vídeo que fizemos analisando a obra (6min):
https://www.youtube.com/watch?v=sqgEY_YaQSw





Graciliano Ramos

- modernista (2ª fase - Geração de 1930)
- regionalista (Nordeste)
- prosa enxuta, direta, sem adjetivos, só escreve o essencial;
- denuncia a situação do nordestino (o particular), ao mesmo tempo que denuncia todo e qualquer homem que viva miseravelmente (o universal).


Principais obras: Vidas Secas; São Bernardo; Angústia; Memórias do Cárcere.

VIDAS SECAS - Graciliano Ramos

RESUMO POR CAPÍTULOS

         CAP. 1 - MUDANÇA: uma família sertaneja fugindo da seca. Compõe a família: Fabiano, sua esposa Sinhá Vitória, os dois filhos do casal caracterizados por menino mais novo e menino mais velho, a cachorra Baleia e um papagaio, que morrera para alimentar a família.
         Como o próprio título sugere, a situação da seca acaba por tornar as pessoas (vidas) em amargas (secas), como no episódio onde o menino mais velho senta-se no chão exausto da caminhada. Fabiano tem uma reação totalmente hostil: "- Anda, condenado do diabo...", pois o pai possuía "o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça.".

         CAP. 2 - FABIANO: a família se aloja em uma fazenda abandonada. Depois de uma trovoada, o dono da fazenda chega e expulsa a família de retirantes . Fabiano se faz de desentendido e se oferece para trabalhar como vaqueiro. O fazendeiro acaba por aceitar a oferta.
         Todo capítulo é centrado na análise de Fabiano. De vocabulário reduzido (mais grunhindo do que falando), inveja o seu Tomás da bolandeira, por possuir facilidade em se expressar.
         O seu caráter isolado, sua rusticidade e o pouco vocabulário o faz se aproximar de um bicho, como ele próprio coloca: "Você é um bicho, Fabiano." , pois como o narrador revela, ele "Vivia longe dos homens, só se dava bem com os animais".

         CAP.3 - CADEIA: temos a aparição do soldado amarelo (que reaparecerá no cap. 11) simbolizando a autoridade governamental. Fabiano, que ao ir à cidade fazer compras, acaba por jogar cartas com o soldado amarelo. Depois de um pequeno desentendimento, Fabiano é preso e espancado. Ele tenta compreender sua situação, mas não consegue devido a falta de organização de seus pensamentos. Revolta-se contra a injustiça que sofre, desejando vingança, mas acaba se conformando.

         CAP 4 - SINHÁ VITÓRIA: centrado na esposa de Fabiano, mostra-nos o seu desejo em adquirir uma cama de couro (como a do seu Tomás da bolandeira). Os esforços nesse sentido parecem inúteis, pois eles têm muito pouco com o que economizar. Nesse aspecto, o narrador mostra o inconformismo de sinhá Vitória com a sua situação, ao contrário do marido, que aceita os fatos de forma mais passiva.
         Fabiano a compara com o papagaio que morrera, fazendo analogia ao seu caminhado. No entanto, ela se mostra mais esperta do que o marido, além de articular as palavras melhor do que ele.

         CAP. 5 - O MENINO MAIS NOVO: o garoto é apresentado como possuidor de um único ideal em sua vida: ser igual ao pai - Evidentemente ele não era Fabiano. Mas se fosse? Precisava mostrar que podia ser Fabiano.
         Querendo imitar o pai, o menino tenta fazer montaria em um bode, acabando por cair. O tombo revela que o garoto ainda não é Fabiano, entretanto, tal fato não o afasta de seu sonho: "... precisava crescer, ficar tão grande como Fabiano, matar cabras a mão de pilão, trazer uma faca de ponta à cintura. Ia crescer, espichar-se numa cama de varas, fumar cigarros de palha, calçar sapatos de couro cru."

         CAP. 6- O MENINO MAIS VELHO: nesse capítulo, o menino se impressiona com a palavra “inferno”. Na tentativa de compreender o seu significado, pergunta a sinhá Vitória, que fala pouco e age de modo arbitrário ao repreendê-lo. Busca aprendê-la, pois possuía "... um vocabulário quase tão minguado como o do papagaio que morrera no tempo da seca."
         Há uma aproximação dele com Baleia, devido a sua carência, pois a cadela lhe devota uma certa atenção -"a cadelinha era o único ser vivente que lhe mostrava simpatia."

         CAP 7 - INVERNO: início do período chuvoso. Descrição de uma noite torrencial e os temores que a chuva despertava na família de Fabiano, capaz invadir tudo. Fabiano tenta contar histórias enquanto os garotos passam frio.

         CAP 8 - FESTA: a família vai à cidade para as comemorações do Natal. A família veste roupas confeccionadas por sinha Terta para a ocasião. Como Fabiano havia comprado pouco tecido, as roupas ficam muito justas. Com a falta de hábito de usar sapatos, a sensação de ridículo aumenta. Aumenta o sentimento de inferioridade ao perceberem a grande diferença entre esses dois mundos. Fabiano se embebeda, enchendo-se de coragem para fazer provocações. Como ninguém lhe responde, acaba voltando para junto de sua família.

         CAP 9 - BALEIA: Baleia adoece (fica hidrófoba). Cai-lhe o pêlo, estava macérrima e com o corpo cheio de chagas. Fabiano resolve matá-la, temendo que passe a doença aos filhos.

         CAP 10 - CONTAS: nesse capítulo percebemos a opressão do proprietário rural para com o seu agregado. Fabiano é enganado no acerto de contas com o patrão. Ao comentar que a conta do patrão difere da de sinhá Vitória, este se irrita, diz que são os juros e intenciona demiti-lo. Fabiano que acaba por se humilhar e pedir desculpas ao patrão, mesmo sabendo que este está lhe enganando.

         CAP 11 - O SOLDADO AMARELO: um ano após ser preso e espancado pelo soldado amarelo , Fabiano o reencontrará na caatinga. Embora deseje vingança, acaba submetendo-se a ele e ensinando-lhe o caminho. Percebe-se que, fisicamente, o soldado é mais fraco do que Fabiano -"O soldado, magrinho, enfezadinho, tremia". Todavia é por ele respeitado por representar o governo: “Governo é governo”.


         CAP. 12 - O MUNDO COBERTO DE PENAS: Fabiano e sua família preparam-se para partir pelo prenúncio de outro período de seca, que é anunciado pelas aves de arribação. Fabiano atira nos pássaros para garantir alimento para a família para os próximos dias.

         CAP. 13 - A FUGA: partida da família de Fabiano. A seca começa a se tornar forte e, não tendo como resgatar sua dívida junto ao patrão, resolvem fugir. Fabiano nutre esperanças quanto ao futuro dos garotos , estudando e morando numa cidade grande ; sinha Vitória pensa um dia poder dormir em uma cama de couro. Mistura de sonhos, descrenças e frustrações em que termina o romance. Mas são somente ilusões -"O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos”.

RESUMO GERAL

Vidas Secas – narra a história de uma família miserável, a de Fabiano, que desce do Nordeste para o Sudeste em busca de emprego e melhores condições, mas que, claro, só encontra miséria e mais miséria pelo caminho. Vale notar que os personagens são animalizados, quase não falam, e que a cachorra Baleia pensa mais do que os meninos, que nem nome recebem.
A história inicia-se em 1940 com uma família pobre do sertão nordestino em busca de um lugar para sobreviver. Exaustos, o chefe da família Fabiano, sua mulher Vitória, seus dois filhos e a cachorra Baleia encontram uma casa e passam a noite, já que ela estava aparentemente abandonada.
De repente chega o dono da fazenda e ameaça expulsar a família da fazenda. Fabiano implora trabalho e acaba ficando na fazenda.
Um ano depois, Fabiano, já era empregado da fazenda e cuidava dos animais como vaqueiro, porém não recebia o salário suficiente por todo trabalho árduo que realizava.
Indo à cidade, Fabiano e a família vão a uma festa regional e Fabiano ao convite de um soldado vai jogar baralho com uns apostadores, apostando todo o seu salário e no momento que percebeu que estava perdendo no jogo, saiu e foi abordado pelo soldado ocorrendo uma discussão entre eles.
O soldado chama a polícia e eles o prendem, acusando-o injustamente e o agridem com um facão.
A mulher e as crianças sentindo sua falta pernoitaram na calçada e no dia seguinte viram o dono da fazenda e o padre indo em direção a prisão. O padre liberou Fabiano da prisão.
O tempo passou e a família foi ficando cada vez mais pobre, pois Fabiano gastava todo o dinheiro no jogo, e sua mulher revoltou-se.
A seca castigava cada vez mais os animais e por isto, Vitória quis fugir da fazenda.
A família organiza a mudança e Fabiano quer matar Baleia que está doente (a vida da cachorra passa toda por sua frente antes de ela morrer), mas acaba a ferindo com um tiro, porém ela foge. Nisso as crianças choram muito a perda do animal.
Por fim, Fabiano e a família saem em retirada e o sertão continuaria a mandar para a cidade homens fortes, brutos como Fabiano, Sinhá Vitória e os meninos. O ciclo se reinicia.

- o livro é feito em contos que poderiam ser lidos separadamente, sem que se prejudicasse a compreensão do todo

Exercícios

FUVEST. Considere as seguintes comparações entre Vidas secas e Iracema:
I. Em ambos os livros, a parte final remete o leitor ao início da narrativa: em Vidas secas, essa recondução marca o retorno de um fenômeno cíclico; em Iracema, a remissão ao início confirma que a história fora contada em retrospectiva, reportando-se a uma época anterior à da abertura da narrativa.
II. A necessidade de migrar é tema de que Vidas Secas trata abertamente. O mesmo tema, entretanto, já era sugerido no capítulo final de Iracema, quando, referindo-se à condição de migrante de Moacir, “o primeiro cearense”, o narrador pergunta: “Havia aí a predestinação de uma raça?”
III. As duas narrativas elaboram suas tramas ficcionais a partir de indivíduos reais, cuja existência histórica, e não meramente ficcional, é documentada: é o caso de Martim e Moacir, em Iracema, e de Fabiano e Sinha Vitória, em Vidas Secas.
Está correto o que se afirma em:

a) I, somente.
b) II, somente.
c) I e II, somente.
d) II e III, somente.
e) I, II e III.


Leia o seguinte excerto de Capitães da areia, de Jorge Amado,e responda ao que se pede.
O sertão comove os olhos de Volta Seca. O trem não corre, este vai devagar, cortando as terras do sertão. Aqui tudo é lírico, pobre e belo. Só a miséria dos homens é terrível. Mas estes homens são tão fortes que conseguem criar beleza dentro desta miséria. Que não farão quando Lampião libertar toda a caatinga, implantar a justiça e a liberdade?

Compare a visão do sertão que aparece no excerto de Capitães da areia com a que está presente no livro Vidas secas, de Graciliano Ramos, considerando os seguintes aspectos:

a) a terra (o meio físico);
b) o homem (o sertanejo).


Responda, conforme solicitado, considerando cada um desses aspectos nas duas obras citadas.



a) A terra (o meio físico), em Capitães da Areia, a paisagem sertaneja é vista como bela, diante dos olhos de Volta Seca. O olhar sobre o sertão, na obra de Jorge Amado, fica claro no excerto presente no enunciado: “Aqui tudo é lírico, pobre e belo”. Em vidas secas, o sertão é rude, castiga os homens que, como Fabiano, busca um modo de sobreviver nos períodos de seca. Diferentemente do livro Capitães da Areia, não há espaço para o lirismo. Ambos cumprem a função de crítica social.
b) O homem (o sertanejo); Na obra Capitães da Areia, apesar da miséria do homem ser reconhecida, a personagem Volta Seca ainda consegue encontrar beleza na força do sertanejo e há a esperança de que o cangaço possa mudar a realidade social no sertão. Na obra de Graciliano Ramos, Vidas Secas, não há espaço para a esperança. As personagens apresentam aspectos zoomórficos que as tornam melhores adaptadas ao meio. Apesar da indignação das personagens, presente em algumas passagens da obra, há uma aceitação de sua realidade. A ausência do desejo de transformação fica clara em uma das poucas frases expressas por Fabiano: “governo é governo”.

UNICAMP 2013
Ocupavam-se em descobrir uma enorme quantidade de objetos. Comunicaram baixinho um ao outro as surpresas que os enchiam. Impossível imaginar tantas maravilhas juntas. O menino mais novo teve uma dúvida e apresentou-a timidamente ao irmão. Seria que aquilo tinha sido feito por gente? O menino mais velho hesitou, espiou as lojas, as toldas iluminadas, as moças bem-vestidas. Encolheu os ombros. Talvez aquilo tivesse sido feito por gente. Nova dificuldade chegou-lhe ao espírito, soprou-a no ouvido do irmão. Provavelmente aquelas coisas tinham nomes. O menino mais novo interrogou-o com os olhos. Sim, com certeza as preciosidades que se exibiam nos altares da igreja e nas prateleiras das lojas tinham nomes. Puseram-se a discutir a questão intricada.
Como podiam os homens guardar tantas palavras? Era impossível, ninguém conservaria tão grande soma de conhecimentos. Livres dos nomes, as coisas ficavam distantes, misteriosas. Não tinham sido feitas por gente. E os indivíduos que mexiam nelas cometiam imprudência. Vistas de longe, eram bonitas. Admirados e medrosos, falavam baixo para não desencadear as forças estranhas que elas porventura encerrassem.
(Graciliano Ramos, Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2012, p.82.)

Sinha Vitória precisava falar. Se ficasse calada, seria como um pé de mandacaru, secando, morrendo. Queria enganar-se, gritar, dizer que era forte, e a quentura medonha, as árvores  transformadas em garranchos, a imobilidade e o silêncio não valiam nada. Chegou-se a Fabiano, amparou-o e amparou-se, esqueceu os objetos próximos, os espinhos, as arribações, os urubus que farejavam carniça. Falou no passado, confundiu-se com o futuro. Não poderiam voltar a ser o que já tinham sido?
(Idem, p.120.)


a) O contraste entre as preciosidades dos altares da igreja e das prateleiras das lojas, no primeiro excerto, e as árvores transformadas em garranchos, no segundo, caracteriza o conflito que perpassa toda a narrativa de Vidas secas. Em que consiste este conflito?

b) No primeiro excerto, encontra-se posta uma questão recorrente em Vidas secas: a relação entre linguagem e mundo. Explique em que consiste esta relação na passagem acima.




RESPOSTAS:
a) Argumento: contraste entre o mundo deles (a seca), miserável, e o mundo exterior, cheio de esplendores que eles não podem nem conseguem sequer nomear. Isso acontece com os meninos e com a Sinhá.
b) A maior limitação dos personagens de Vidas Secas, na verdade, pode ser considerada a linguagem. Isso porque eles não conseguem sequer formular seus dramas, para que possam tentar resolvê-los. Os meninos não conseguem nomear o mundo exterior a eles, não conseguem ter expressão.


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Assista também ao vídeo que fizemos analisando a obra (6min):