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sábado, 31 de agosto de 2013

DOIS SONETOS DE AMOR, POR VINÍCIUS DE MORAES - ANTOLOGIA POÉTICA

DOIS SONETOS DE AMOR, POR VINÍCIUS DE MORAES - ANTOLOGIA POÉTICA

Soneto Do Amor Total
Vinicius de Moraes

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

SONETO DA FIDELIDADE
Vinícius de Moraes

De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.



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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

COMO A REDAÇÃO DO ENEM É CORRIGIDA - DISSERTAÇÃO

COMO A REDAÇÃO DO ENEM É CORRIGIDA - DISSERTAÇÃO

Pessoal, segue abaixo um vídeo interessantíssimo sobre os critérios de correção da dissertação no ENEM. Imperdível!



http://www.youtube.com/watch?v=xhKgj4QIT8g

E para quem quiser comprar excelentes livros sobre a redação no ENEM, vale procurar preços na Saraiva, nas Americanas e no Submarino. Sem dúvida, os melhores preços.

FRASES POLÊMICAS DE OSCAR WILDE, GÊNIO DA LITERATURA DE LÍNGUA INGLESA


Máximas de Oscar Wilde

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“Os jovens, hoje em dia, imaginam que o dinheiro é tudo e, quando ficam velhos, descobrem que é isso mesmo.”
"Certas criaturas têm a mania de dar bons conselhos precisando tanto deles para si... É o que chamo de cúmulo da generosidade."
" Nenhum homem é rico o bastante para comprar seu passado."
"O egoísmo não consiste em vivermos conforme os nossos desejos, mas sim em exigirmos que os outros vivam da forma que nós gostaríamos. O altruísmo consiste em deixarmos todo o mundo viver do jeito que bem quiser."
"A felicidade de um homem casado depende das mulheres com as quais não se casou."
"O maior castigo que o destino aplica ao homem casado é ver que sua mulher sempre acaba por se parecer com sua sogra."
"Para entendermos os outros, precisamos fortalecer a nossa própria personalidade."
"A única coisa de que podemos ter certeza acerca da natureza humana é que ela muda."
'Um homem que não tem pensamentos individuais é um homem que não pensa."
"A vida não é regida pela vontade ou pela determinação. A vida é um conjunto de nervos, fibras e células que se formam lentamente, onde se esconde o pensamento e a paixão sonha os seus sonhos."
"Um primeiro contato que começa com um elogio transformar-se-á certamente em real amizade. Assim, ela nasce da forma mais bonita."
" Em uma palavra, a Vida é o melhor, ou antes, o único discípulo da arte."
"Desconfiem de mulher que confessa a sua verdadeira idade. Uma mulher que diz isto, poderá dizer qualquer coisa."
"A alma nasce velha e se torna jovem. Eis a comédia da vida. O corpo nasce jovem e se torna velho. Eis a tragédia da alma."
"Não pode haver amizade entre homem e mulher. Pode haver paixão, hostilidade, adoração, amor, mas não amizade."
"Sempre podemos reconhecer pelo olhar se um homem tem ou não encargos domésticos que lhe pesam. Já reparei numa expressão de profunda tristeza nos olhos de inúmeros homens casados."
"É tão fácil converter os outros. É tão difícil converter a nós mesmos."
"Uma idéia que não é perigosa não merece ser chamada de idéia."
"Quando o homem chega a idade de fazer o mal, deveria também ter bastante idade para fazer o bem."
"A única coisa necessária é o supérfluo."
"Quando somos ditosos, sempre somos bons; porem quando somos bons, nem sempre somos ditosos."
“A caridade cria uma multidão de pecados.”
(Oscar Wilde - Soul of Man under Socialism)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

FICA A DICA - DE LITERATURA: RESUMOS.

http://www.youtube.com/watch?v=Ri3ThKMKCxw

Os livros "1984", de George Orwell, e o "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, citados no vídeo, são excelentes e altamente críticos. Recomendo a leitura, eles podem ser encontrados no site do Submarino, das Americanas e da Saraiva, por exemplo.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

EXERCÍCIOS DE COESÃO



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Pontue e complete:

O  fenômeno da globalização econômica ocasionou uma série ampla e complexa de mudanças sociais no nível interno e externo da sociedade afetando em especial o poder regulador do Estado _________________ a estonteante rapidez e abrangência _________ tais mudanças ocorrem é preciso considerar que em qualquer sociedade em todos os tempos a mudança existiu como algo inerente ao sistema social 

A visão sistêmica exclui o diálogo de resto necessário numa sociedade ________ forma de codificação das relações sociais encontrou no dinheiro uma linguagem universal a validade dessa linguagem não precisa ser questionada ________ o sistema funciona na base de imperativos automáticos que jamais foram objeto de discussão dos interessados

Leia o texto a seguir, corrija-o e, a seguir, assinale a opção que dá seqüência com coerência e coesão.

Em nossos dias a ética ressurge e se revigora em muitas áreas da sociedade industrial e pós-industrial ela procura novos caminhos para os cidadãos e as organizações encarando construtivamente as inúmeras modificações que são verificadas no quadro referencial de valores a dignidade do indivíduo passa a aferir-se pela relação deste com seus semelhantes muito em especial com as organizações de que participa e com a própria sociedade em que está inserido

(José de Ávila Aguiar Coimbra – Fronteiras da Ética, São Paulo, Editora SENAC, 2002).

a) A sociedade moderna, no entanto, proclamou sua independência em relação a esse pensamento religioso predominante.

b) Mesmo hoje, nem sempre são muito claros os limites entre essa moral e a ética, pois vários pensadores partem de conceitos diferentes.

c) Não é de estranhar, pois, que tanto a administração pública quanto a iniciativa privada estejam ocupando-se de problemas éticos e suas respectivas soluções.

d) A ciência também produz a ignorância na medida em que as especializações caminham para fora dos grandes contextos reais, das realidades e suas respectivas soluções.

e) Paradoxalmente, cada avanço dos conhecimentos científicos, unidirecionais produz mais desorientação e perplexidade na esfera das ações a implementar, para as quais se pressupõe acerto e segurança. 

Assinale a opção que não constitui uma articulação coesa e coerente para as duas partes do texto.

O capital humano é a grande âncora do desenvolvimento na Sociedade de Serviços, alimentada pelo conhecimento, pela informação e pela comunicação, que se configuram como peças-chave na economia e na sociedade do século XXI. _____________,no mundo pós-moderno, um país ou uma comunidade equivale à sua densidade e potencial educacional, cultural e científico-tecnológico, capazes de gerar serviços, informações, conhecimentos e bens tangíveis e intangíveis, que criem as condições necessárias para inovar, criar, inventar.


(Aspásia Camargo, “Um novo paradigma de desenvolvimento”)
a) Diante dessas considerações,
b) É necessário considerar a idéia oposta de que,
c) Partindo-se dessas premissas,
d) Tendo como pressupostos essas afirmações,
e) Aceitando-se essa premissa, é preciso considerar que,

Assinale a opção que não representa uma continuação coesa e coerente para o trecho abaixo.

É preciso garantir que as crianças não apenas fiquem na escola, mas aprendam, e o principal caminho para isso, além de investimentos em equipamentos, é o professor. É preciso fazer com que o professor seja um profissional bem remunerado, bem preparado e dedicado, ou seja, investir na cabeça, no coração e no bolso do professor.

a) Qualquer esforço dessa natureza já tem sido feito há muitos anos e comprovou que os resultados são irrelevantes, pois não há uma importação de tecnologia educacional.

b) Tal investimento não custaria mais, em 15 anos, do que o equivalente a duas Itaipus.

c) Esse esforço financeiro custaria muito menos do que o que será preciso gastar daqui a 20 ou 30 anos para corrigir os desastres decorrentes da falta de educação.

d) Isso custaria muitas vezes menos que o que foi gasto para criar a infra-estrutura econômica.

e) Um empreendimento dessa natureza exige como uma condição preliminar: uma grande coalizão nacional, entre partidos, lideranças, Estados, Municípios e União, todos voltados para o objetivo de chegarmos a 2022, o segundo centenário da Independência, sem a vergonha do analfabetismo.

Os trechos abaixo compõem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os para que componham um texto coeso e coerente e indique a opção correta.

( ) O primeiro desses presidentes foi Getúlio Vargas, que soube promover, com êxito, o modelo de substituição de importações e abriu o caminho da industrialização brasileira, colocando, em definitivo, um ponto final na vocação exclusivamente agrária herdada dos idos da colônia.

( ) O ciclo econômico subseqüente que nos surpreendeu, sem dúvida, foi a modernização conservadora levada à prática pelos militares, de forte coloração nacionalista e alicerçado nas grandes empresas estatais.

( ) Hoje, depois de todo esse percurso, o Brasil é uma economia que mantém a enorme vitalidade do passado, porém, há mais de duas décadas, procura, sem encontrar, o fio para sair do labirinto da estagnação e retomar novamente o caminho do desenvolvimento e da correção dos desequilíbrios sociais, que se agravam a cada dia.

( ) Com JK, o país afirmou a sua confiança na capacidade de realizar e pôde negociar em igualdade com os grandes investidores internacionais, mostrando, na prática, que oferecia rentabilidade e segurança ao capital.

( ) Em mais de um século, dois presidentes e um ciclo recente da economia atraíram as atenções pelo êxito nos programas de desenvolvimento.

( ) Juscelino Kubitschek veio logo depois com seu programa de 50 anos em 5, tornando a indústria automobilística uma realidade, construindo moderna infra-estrutura e promovendo a arrancada de setores estratégicos, como a siderurgia, o petróleo e a energia elétrica.


(Emerson Kapaz, “Dedos cruzados” in: Revista Política Democrática nº 6, p. 39)

a) 1º - 2º - 4º - 5º - 6º - 3º
b) 2º - 3º - 5º - 1º - 4º - 6º
c) 2º - 5º - 6º - 4º - 1º - 3º
d) 5º - 2º - 4º - 6º - 3º - 1º
e) 3º - 5º - 2º - 1º - 4º - 6º


01. Junte as duas sentenças, subordinando a segunda à(s) palavra(s) grifada(s) na primeira. 
      (Oração subordinada adjetiva.)

Exemplo:
      Eu conheço uma pessoa inteligente. Esta pessoa faria o trabalho com perfeição. 
      Eu conheço uma pessoa inteligente que faria o trabalho com perfeição. 

a) O plano era excelente. Concebemos o plano em nossa última sessão. 
b) A partida não foi nada interessante. Tivemos a oportunidade de ver a partida pela televisão. 
c) O número de pessoas influiu na decisão do diretor. Estas pessoas freqüentam o clube. 
d) A oferta é das mais vantajosas. Você me fez a oferta ontem. 
e) Não pudemos participar da competição. A competição realizou hoje de manhã. 
f) Jamais aceitaremos as idéias. Você adotou as idéias sem refletir. 
g) As roupas não me serviram. Comprei as roupas pelo reembolso postal. 
h) A pena não foi em hipótese alguma adequada. O juiz aplicou a pena. 
i) Não concordei com o ponto de vista. O presidente da junta manifestou o ponto de vista da reunião. 
j) Ninguém recusaria esta oferta. Você recusou a oferta. 

2. Junte as duas sentenças, subordinando a segunda à(s) palavra(s) em destaque na primeira. (Atente para a presença da preposição antes do QUE!)
      (Oração subordinada adjetiva.)
Exemplo:
      O processo é sem dúvida o mais econômico. Referi-me a ele com entusiasmo. 
      O processo a que me referi com entusiasmo é sem dúvida o mais econômico.

a) O otimismo é indispensável ao bom andamento do trabalho. Precisamos tanto de otimismo. 
b) Foi deprimente o espetáculo. Assistimos a o espetáculo na noite passada. 
c) Não consigo lembrar-me do nome da pessoa. Dei todo o dinheiro a ela. 
d) A rua tem um lindo abacateiro. Moro n esta rua desde garoto. 
e) Estes são alguns dos princípios. Devemos obedecer a estes princípios. 
f) Aqui estão alguns fatos. Todos os brasileiros devem lembra-se d eles.
g) Os meios são muitos. Podemos contar com eles. 
h) A Água é um elemento. O ser humano vai sempre depender d esse elemento.  
i) O professor disse que dois dos alunos haviam desaparecido. Ele fez alusão a os alunos. 
j) A prova foi fácil. Nós nos referimos a ela.

3. Transforme a oração em destaque, segundo o modelo:
      (Oração subordinada adjetiva/ Aposto)
      A conquista do campeonato, que é nosso objetivo maior, só será conseguida com a renovação da equipe. 
      A conquista do campeonato, nosso objetivo maior, só será conseguida com a renovação da equipe. 

a) A integração econômica das duas áreas,  que é um dos principais temas do encontro, foi assunto de muita polêmica e
controvérsia. 
b) Muitas homenagens foram prestadas a Pelé, que foi o maior jogador de futebol que já tivemos.
c) Os pedreiros, que estavam exaustos de tanto trabalho, abandonaram suas pás e picaretas sobre o chão empoeirado. 
d) São Paulo, que é a maior cidade brasileira, enfrenta sérios problemas de poluição ambiental.
e) O Pão de Açúcar, que é uma das muitas atrações turísticas do Rio, tem novo sistema de bondinhos. 
f) Nossa loja, que é a mais elegante do bairro, espera ansiosa uma visita sua. 
g) A Fundação Oswaldo Cruz, que é o maior centro produtor de vacinas em nosso país, garantiu à campanha do Ministério
da Saúde. 
h) O barbeiro, que é o transmissor da doença de Chagas, está gradativamente sendo erradicado de nossas áreas rurais.

4. Reescreva a sentença, substituindo a oração em destaque por outra introduzida pelo conectivo entre parênteses:
      (Conectivos que indicam causa.)
Exemplos:
      Poucas pessoas podiam acompanhar o orador, que usava palavras inusitadas no seu discurso. (UMA VEZ QUE) 
      Poucas pessoas podiam acompanhar o orador, UMA VEZ QUE ele usava palavras inusitadas no seu discurso.
      Os alunos, que não teriam mais aulas naquele dia, foram todos dispensados. (COMO) 
      COMO não teriam mais aulas naquele dia, os alunos foram dispensados. 

a) O professor, que estava muito cansado naquele dia, resolveu dispensar a turma. (VISTO QUE) 
b) Os jogadores, que haviam treinado com afinco, executaram com perfeição as jogadas ensaiadas. (EM VIRTUDE DE) 
c) A loja teve de trocar a mercadoria, que estava completamente estragada. (POR) 
d) A companhia, que era muito pequena para o volume cada vez maior de negócios, adquiriu uma nova sede. (UMA VEZ QUE) 
e) Muitas pessoas compraram o novo modelo do automóvel, que era econômico e prático. (VISTO) 
f) Não gostamos de futebol, que é um esporte por demais violento. (EM CONSEQÜÊNCIA) 
g) Sempre comprei nesta loja, que tem preços bastante bons e produtos da melhor qualidade. (POIS) 
h) O serviço bancário vem lançando mão de microfilmagem  que é um excelente meio de armazenar a informação.
(PORQUE) 
i) O ginasta, que havia vencido várias competições internacionais, recebeu homenagem pelas suas vitórias. (EM VIRTUDE DE) 
j) Sempre trago meu carro a esta oficina, que tem os melhores mecânicos da cidade. (JÁ QUE)

 OBS.: OS GABARITOS SÃO DISPONIBILIZADOS NAS AULAS. SE VOCÊ FIZER ONLINE E QUISER ALGUMA RESPOSTA ESPECÍFICA, PEÇA NOS COMENTÁRIOS. ABRAÇO!

PRINCIPAIS CONECTIVOS


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Conectivos são conjunções que ligam as orações, estabelecem a conexão entre as orações nos períodos compostos e também as preposições, que ligam um vocábulo a outro.

O período composto é formado de duas ou mais orações. Quando essas orações são independentes umas das outras, chamamos de período composto por coordenação. Essas orações podem estar justapostas (sem conectivos) ou ligadas por conjunções (= conectivos).

CONECTIVOS COORDENATIVOS são as seguintes conjunções coordenadas:

ADITIVAS (adicionam, acrescentam): e, nem (e não), também, que; e as locuções: mas também, senão também, como também...
Ela estuda e trabalha.

ADVERSATIVAS (oposição, contraste): mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, que. Também as locuções: no entanto, não obstante, ainda assim, apesar disso.
Ela estuda, no entanto não trabalha.

ALTERNATIVAS (alternância): ou. Também as locuções ou... ou, ora...ora, já...já, quer...quer...
Ou ela estuda ou trabalha.

CONCLUSIVAS (sentido de conclusão em relação à oração anterior): logo, portanto, pois (posposto ao verbo).Também as locuções: por isso, por conseguinte, pelo que...
Ela estudou com dedicação, logo deverá ser aprovada.

EXPLICATIVAS (justificam a proposição da oração anterior): que, porque, porquanto...
Vamos estudar, que as provas começam amanhã.

Quando as orações dependem sintaticamente umas das outras, chamamos período composto por subordinação. Esses períodos compõem-se de uma ou mais orações principais e uma ou mais orações subordinadas.
CONECTIVOS SUBORDINATIVOS são as seguintes conjunções e locuções subordinadas:

CAUSAIS (iniciam a oração subordinada denotando causa.): que, como, pois, porque, porquanto. Também as locuções: por isso que, pois que, já que, visto que...
Ela deverá ser aprovada, pois estudou com dedicação.

COMPARATIVAS (estabelecem comparação): que, do que (depois de mais, maior, melhor ou menos, menor, pior), como... Também as locuções: tão...como, tanto...como, mais...do que, menos...do que, assim como, bem como, que nem...
Ela é mais estudiosa do que a maioria dos alunos.

CONCESSIVAS (iniciam oração que contraria a oração principal, sem impedir a ação declarada): que, embora, conquanto. Também as locuções: ainda que, mesmo que, bem que, se bem que, nem que, apesar de que, por mais que, por menos que...
Ela não foi aprovada, embora tenha estudado com dedicação.

CONDICIONAIS (indicam condição): se, caso. Também as locuções: contanto que, desde que, dado que, a menos que, a não ser que, exceto se...
Ela pode ser aprovada, se estudar com dedicação.

FINAIS (indicam finalidade): As locuções para que, a fim de que, por que...
É necessário estudar com dedicação, para que se obtenha aprovação.

TEMPORAIS (indicam circunstância de tempo): quando, apenas, enquanto...Também as locuções: antes que, depois que, logo que, assim que, desde que, sempre que...
Ela deixou de estudar com dedicação,quando foi aprovada.

CONSECUTIVAS (indicam conseqüência): que (precedido de tão, tanto, tal) e também as locuções: de modo que, de forma que, de sorte que, de maneira que...
Ela estudava tanto, que pouco tempo tinha para dedicar-se à família.

INTEGRANTES (introduzem uma oração): se, que.
Ela sabe que é importante estudar com dedicação.

domingo, 25 de agosto de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Modernismo no Brasil - 1ª fase (HEROICA)


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A grande busca do Modernismo brasileiro é a da NACIONALIDADE.

Semana de 1922
- Marco inicial do Modernismo no Brasil
- Duração: 13 a 18 de fevereiro de 1922

Principais características:
- rompimento com o Parnasianismo, movimento que se mostrava vazio no conteúdo, preservando somente a forma;
- busca de aproximar a linguagem escrita da falada;
- busca da identidade nacional, sem idealizações, e de uma linguagem brasileira;
- tem um projeto ideológico e estético claro definido

Movimentos:
Pau-Brasil e Antropofágico – defendiam a idéia de que os brasileiros deveriam ir busca na Europa os conhecimentos que o ajudariam a se definir como um povo.

Verde-Amarelismo e Anta – acreditavam que o brasileiro teria que se descobrir por si só, sem auxílios exteriores.

Principais autores:

Oswald de Andrade
- Espécie de mecenas (aquele que banca) do movimento
- Foi ele quem buscou na Europa as tendências que vigoravam à época, como as vanguardas
- Principais obras: Memórias sentimentais de João Miramar; Serafim Ponte Grande.
- Características: rompimento com a sintaxe e pontuação comuns; introdução de elementos do cinema; poesia crítica sobre a História do povo brasileiro; humor; paródia; falta de lógica; fragmentação.

Pronominais

Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro

Erro de português

Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

  
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha

Trecho de: “Memórias sentimentais de João Miramar”: fragmentação

Na abertura, Miramar, ainda garotinho, é levado pela mãe ao oratório familiar e lá entre a imagem do manequim, propriedade materna, e a oração, o garoto pensa e reza:
'__ Senhor convosco, bendita sois entre as mulheres, as mulheres não têm pernas, são como o manequim de mamãe até em baixo. Para que perna nas mulheres, amém'.

Mário de Andrade

Principal autor da prosa da 1ª fase
Profundo pesquisador da História do Brasil
Denúncia da realidade brasileira

Anotações sobre sua obra-prima, “Macunaíma”:
- Realização máxima do projeto nacionalista
- Macunaíma representa o brasileiro como um todo: índio, negro e branco, ao mesmo tempo
- Representa ainda o malandro, aquele que busca sempre tirar vantagem
- Piaimã, o comedor de gente, representa os italianos imigrantes, tentando “tomar” o Brasil dos brasileiros
- A muiraquitã seria uma espécie de tesouro nacional, ou a própria nacionalidade do brasileiro
- Macunaíma, ao escolher a portuguesa, ao invés de filha de Vei, a sol, mostra como o brasileiro valoriza mais o que vem de fora do que o nacional
- O fato de o anti-herói tornar-se brilho inútil das estrelas demonstra como a vida do brasileiro é vazia, sem ideais
- Forte presença do Surrealismo
- Lendas indígenas e negras estão presentes em todo o livro, realçando o caráter nacional

Merece destaque ainda seu livro: “Amar, verbo intransitivo”, em que uma família de burgueses contrata uma alemã para iniciar o filho na vida sexual. A alemã sofre com a idéia de pertencer a uma raça superior e ter que se submeter a trabalhar para uma família burguesa sem cultura e sem “sangue nobre”.

Ode ao burguês

Eu insulto o burguês! O burguês níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os "Printemps" com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
"_Ai, filha, que te darei pelos teus anos[
_Um colar... Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!"

Come! Come-te a ti mesmo, oh, gelatina pasma!
Oh! pureé de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte a infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fui! Fora o bom burguês!...

Manuel Bandeira

Autor que introduz as inovações do Modernismo na poesia, como:
- abandono da métrica;
- introdução de temas do cotidiano na poesia, mas de forma lírica;
- linguagem simples e coloquial;
- textos com aparência de prosa;
- crítica social e reflexão filosófica.

Interessam principalmente os livros: “Estrela da Manhã” e “Libertinagem”, recorrentes em muitos vestibulares nos últimos anos. Seguem alguns textos fundamentais:

Vou-me Embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Satélite
Fim de tarde.
No céu plúmbeo
A Lua baça
Paira
Muito cosmograficamente
Satélite.
Desmetaforizada,
Desmitificada,
Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e dos enamorados.
Mas tão-somente
Satélite.
Ah Lua deste fim de tarde,
Demissionária de atribuições românticas,
Sem show para as disponibilidades sentimentais!
Fatigado de mais-valia,
Gosto de ti assim:Coisa em si,
- Satélite.
Poema Tirado de uma Notícia de Jornal

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem [número

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.


Pneumotórax
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.

- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Teresa

A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna

Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)
 
Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.
Porquinho-da-Índia

Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas . . .

— O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
  

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

VÍDEO "FICA A DICA - de Gramática: Desvios comuns em um texto formal".

No link abaixo, segue o primeiro vídeo da sessão "Fica a dica - de Gramática".
Logo publicarei outros, da mesma frente, e também de Literatura e de Redação.



http://www.youtube.com/watch?v=wqOZlpKAtHM&hd=1



Forte abraço!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

UMA CONCEPÇÃO DE POESIA

Os poetas jogam, brincam com as palavras, com a lógica, reconstroem a linguagem. É isso que a poesia faz, inverte o sentido de tudo, foge do óbvio, criando um sentido novo pra cada palavra velha.

Visite e se inscreva também em meu canal no Youtube, ele reúne POESIA e TECNOLOGIA de maneira inovadora:

http://www.youtube.com/user/fernandoalvessales/videos
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Os Lusíadas - episódios mais importantes (republicando)


FICA A DICA!
Livro "Reino Sub-Imundo"
Conheça também o livro que o Professor Fernando Letras está fazendo. São duas ou três páginas publicadas semanalmente no sábado. Confira!

Os Lusíadas - Luís de Camões - episódios mais importantes


O Gigante Adamastor

Cinco dias depois da paragem na Baía de Santa Helena, chega Vasco da Gama ao Cabo das Tormentas e é surpreendido por uma nuvem negra “tão temerosa e carregada”que pôs nos corações dos portugueses um grande “medo” e leva Vasco da Gama a evocar o próprio Deus todo poderoso.
Foi o aparecimento do Gigante Adamastor, uma figura mitológica criada por Camões para significar todos os perigos, as tempestades, os naufrágios e “perdições de toda sorte” que os portugueses tiveram de enfrentar e transpor nas suas viagens.
Esta aparição do Gigante é caracterizada direta e fisicamente com uma adjetivação abundante e é conotada a imponência da figura e o terror e estupefação de Vasco da Gama, e seus companheiros, que o leva a interrogar o Gigante quanto à sua figura, perguntando-lhe simplesmente “Quem és tu?”.
Mas mesmo os gigantes têm os seus pontos fracos. Este que o Gama enfrenta é também uma vítima do amor não correspondido, e a questão de Gama leva o gigante a contar a sua história sobre o amor não correspondido.
Apaixona-se pela bela Tétis que o rejeita pela “grandeza feia do seu gesto”.
Primeira parte – caráter profético e ameaçador num tom de voz “horrendo e grosso”anunciando os castigos e os danos por si reservados para aquela “gente ousada” que invadira os seus “vedados términos nunca arados de estranho ou próprio lenho”.
Segunda parte - representa já um caráter autobiográfico, pois assistimos à evocação do passado amoroso e infeliz do próprio Camões.
O Gigante Adamastor diz ainda que as naus portuguesas terão sempre “inimigo a esta paragem” através de “naufrágios, perdições de toda a sorte, que o menor mal de todos seja a morte”, lembra as palavras proféticas do Velho do Restelo.
Após o seu desabafo junto dos lusitanos, a nuvem negra “tão temerosa e carregada”desaparece e Vasco da Gama pede a Deus que remova “os duros casos que Adamastor contou futuros”.

Episódio de Inês de Castro

      A história é narrada na voz de Vasco da Gama, que apresenta os fatos mais marcantes de Portugal para o rei de Melinde. Além disso, a linguagem eloqüente e trabalhada, característica do Classicismo pode ser aqui também notada por meio dos freqüentes hipérbatos (frases invertidas).
      Vasco da Gama, que vinha contando as aventuras portuguesas ao rei de Melinde, começa a narrar o episódio de Inês de Castro acontecido logo depois de vitórias gloriosas de D. Afonso IV. O episódio daquela que foi coroada rainha depois de ser morta é tão marcante que teria poder de desenterrar os homens.
Dona Inês, da importantíssima família castelhana Castro, veio a Portugal como dama de companhia da princesa Constança, noiva de D. Pedro, herdeiro do rei D. Afonso 4º. O príncipe apaixonou-se loucamente pela moça (Inês), de quem teve filhos ainda em vida da princesa, sua esposa. Com a morte desta [da esposa], em 1435, ter-se-ia casado clandestinamente com Inês, segundo o que ele mesmo declarou tempos depois, quando já se tornara rei. Talvez tal declaração, embora solene, fosse falsa; é fato, porém, que o príncipe rejeitou diversos casamentos, politicamente convenientes, que lhe foram propostos depois que ficou viúvo.
      A ligação entre o príncipe e sua amante não foi bem vista pelo rei, que temia fosse seu filho envolvido em manobras pró-Castela da família de Pérez de Castro, pai de Inês. (Aqui é preciso lembrar que o conflito entre Portugal e Castela, ou seja, a Espanha, remonta à fundação de Portugal, que nasceu de um desmembramento do território castelhano e que Castela sempre almejou reintegrar a si.) Em conseqüência, o rei, estimulado por seus conselheiros, decidiu-se pelo assassinato de Inês, que foi degolada quando o príncipe se achava caçando fora de Coimbra, onde vivia o casal. O crime motivou um longo conflito entre o príncipe e o pai.
Depois que se tornou rei, D. Pedro ordenou a exumação (desenterramento) do cadáver, para que Inês fosse coroada como rainha.
      Camões, que se concentra no conflito entre o amor e os poderes perversos do mundo, não é o único nem foi o primeiro a dar tratamento literário à história de Inês de Castro, mas a sua versão paira sobre todas as outras, anteriores ou posteriores. Vários fatores concorrem para que o episódio seja dos mais admirados de "Os Lusíadas": a pungência (doloroso) da história, devida tanto à piedade que inspiram Inês e seus filhos, quanto ao amor constante, inconformado e revoltado de D. Pedro; a gravidade da questão envolvida, que opõe o interesse pessoal e os interesses coletivos (a "razão de Estado"), e, finalmente e sobretudo, o encanto lírico de que Camões cercou a figura de Inês, a quem atribui longo e eloqüente discurso, impondo-a como um dos grandes símbolos femininos da literatura e não só da literatura de língua portuguesa.

Episódio do velho do Restelo

No início da viagem do Vasco da Gama, situa-se um dos episódios mais célebres da obra: o Velho do Restelo (canto IV, estrofes 94-104). O sentido do discurso atribuído ao Velho é bastante claro; não obstante, o episódio coloca alguns problemas quanto ao pensamento do poeta relativamente à questão tratada.
      Os navios portugueses estão prestes a largar; esposas, filhos, mães, pais e amigos dos marinheiros apinham-se na praia (do Restelo) para dar seu adeus, envolto em muitas lágrimas e lamentos, àqueles que partiam para perigos inimagináveis e talvez para não mais voltar. No meio desse ambiente emocionado, destaca-se a figura imponente de um velho que, com sua "voz pesada", ouvida até nos navios, faz um discurso veemente, condenando aquela aventura insana, impelida, segundo ele, pela cobiça -o desejo de riquezas, poder, fama. Diz o velho que, para ir enfrentar desnecessariamente perigos desconhecidos, os portugueses abandonavam os perigos urgentes de seu país, ainda ameaçado pelos mouros e no qual já se instalava a desorganização social que decorreu das grandes navegações.
      Segundo parece, o velho representa a opinião conservadora (alguns diriam "reacionária") da época-opinião da aldeia, do torrão natal, da vida segura, mas não heróica. Seria estranho que Camões se identificasse com esse tipo de atitude, pois, como observou J. F. Valverde, "não seria compreensível que compusesse uma epopéia para celebrar o que condenava como erro fatal". Mas, segundo se pode inferir de diversos elementos do discurso do Velho, assim como do resto do poema, a opinião expressa no admirável discurso não era inteiramente rejeitada por Camões, por mais que ele fosse empolgado pelo empreendimento marítimo de seu país. Como o Velho do Restelo pensavam muitos naqueles tempos, assim como muitos pensam hoje em relação a assuntos semelhantes (como a conquista espacial ou a manipulação genética, por exemplo).
      Portanto, o Velho do Restelo não é propriamente uma voz discordante a que o poeta concede um lugar em seu poema, representando nele simplesmente os rumores do povo ou o ponto de vista de um partido adversário da empresa que o poeta se punha a celebrar. A fala do Velho é também a expressão de idéias camonianas, divididas entre o Humanismo pacifista e o belicismo dos ideais da Cavalaria e das Cruzadas, cujo espírito muito influenciou a visão camoniana da missão de seu país.
      O discurso do Velho do Restelo corresponde a um gênero antigo da literatura, cultivado desde os primórdios da poesia grega. Trata-se do gênero conhecido pelos gregos como propemptikón, ou seja, "adeus a um viajante que parte" (poesia que remonta a Homero).

A Ilha dos Amores

O mito da Ilha dos Amores é contado por Luís de Camões, nos Cantos IX e X d'Os Lusíadas. Nestes cantos, é relatada a vontade da deusa Vênus em premiar os heróis lusitanos, com um merecido descanso e com prazeres divinos, numa ilha paradisíaca, no meio do oceano, a Ilha dos Amores. Nessa ilha maravilhosa, os marinheiros portugueses podiam encontrar todas as delícias da Natureza e as sedutoras Nereidas, divindades das águas, irmãs de Tétis, com quem se podiam alegrar em jogos amorosos. É de se notar que um dos navegantes, Leonardo, tem grande dificuldade em arrebatar sua amada, mas no fim consegue (ele representa Camões e seus sofrimentos amorosos). Durante um banquete oferecido aos Portugueses, a ninfa Sirena canta as profecias sobre a gente lusa que incluem as suas glórias futuras no Oriente. Em seguida, Tétis, a principal das ninfas, conduz Vasco da Gama ao topo de um monte "alto e divino" e mostra-lhe, de acordo com a cosmografia geocêntrica de Ptolomeu, a "máquina do mundo", uma fábrica de cristal e ouro puro, à qual apenas os deuses tinham acesso, e que se tornou também num privilégio para os Portugueses. Tétis faz a descrição da máquina do mundo e prediz feitos valorosos, prêmios e fama ao povo português. Depois do descanso merecido, os Portugueses partem da ilha e regressam a Lisboa.
O mito da Ilha dos Amores, narrado por Camões, é fruto da sua imaginação, quer povoada dos lugares maravilhosos onde as suas viagens o levaram, quer influenciada pelas míticas ilhas da literatura grega ou de outras lendas árabes e indianas. A moral pagã opõe-se aqui à moral cristã, da mesma forma que os novos ventos da mudança do renascimento de inspiração grega se opõem às limitações e ao pensamento medíocre da Inquisição.
Neste episódio simbólico da Ilha dos Amores, Camões tenta imortalizar os heróis lusitanos que tão grandes façanhas fizeram em nome de Portugal. É como se a ilha simbolizasse as recompensas alcançadas pelos portugueses por seus tão grandes feitos.


FICA A DICA!
Livro "Reino Sub-Imundo"
Conheça também o livro que o Professor Fernando Letras está fazendo. São duas ou três páginas publicadas semanalmente no sábado. Confira!
http://professorfernandoletras.blogspot.com.br/p/livro-mundo-sub-imundo-publicado.html

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Pessoal, no link abaixo estão nossos vídeos. Eles falam de poesia, literatura, música, arte, cultura, conhecimentos gerais e muito mais! Espero que visite e se inscreva.

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domingo, 18 de agosto de 2013

OS TEMPOS DO AMOR - experiência artístico-tecnológica - Fernando Sales

OS TEMPOS DO AMOR - experiência artístico-tecnológica - Fernando Sales

Pessoal, primeira amostra de uma nova série de experiências que estou começando ao tentar casar MINHA POESIA e TECNOLOGIA. Espero que nasçam bons filhos!!! Veja! Curta! Compartilhe! Faça também! São só 38 segundos!



OS TEMPOS DO AMOR - experiência artístico-tecnológica - Fernando Sales

terça-feira, 13 de agosto de 2013

2013 - COC - COMUNICADO SOBRE OS LIVROS

Atenção, alunos do Ápice/Coc,

Cito abaixo algumas informações importantes a respeito dos livros do 3° bimestre:

- Alunos do 7° ano, o livro escolhido para o presente bimestre é "Entrevista com o vampiro", de Anne Rice. A prova será realizada na última semana de setembro;

- Alunos da 1a série do E.M., o próximo livro será "Noite na taverna", de Álvares de Azevedo. Será um trabalho de vídeo que substituirá a primeira prova. A segunda prova, que incluirá o livro "Memórias de um sargento de milícias", de Manuel Antônio de Almeida, ocorrerá normalmente.

- Alunos da 2a série do E.M., a primeira prova será sobre a matéria de sala de aula e o livro "Gota d'água", de Chico Buarque e Paulo Pontes. Já a segunda, será substituída por um vídeo sobre os contos de "Sagarana", de Guimarães Rosa.

- Alunos da 3a série do E.M., faremos um debate sobre o livro "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago, na última semana de setembro. Será obrigatória a entrega de um resumo manuscrito sobre o livro com o tamanho mínimo de duas páginas.

- Demais séries, tudo correrá normalmente, conforme o programado.

Atenciosamente,
Prof. Fernando.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013