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sábado, 7 de maio de 2011

ROMANTISMO EM PORTUGAL



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Amor de Perdição – Camilo Castelo Branco

Conta a história do amor impossível dos jovens Simão e Teresa, separados por rivalidades entre suas famílias – os Albuquerques e os Botelhos, moradores da cidade de Viseu, em Portugal, e inimigos por questões judiciais.
O corregedor (juiz daquela época) Domingos Botelho e sua mulher Rita Preciosa têm cinco filhos. Entre eles, estão Simão, que desde pequeno demonstra um temperamento explosivo e indolente, e Manuel, calmo e ponderado. O primeiro, aos quinze anos, vai estudar em Coimbra depois de uma confusão doméstica, em que toma a defesa de um criado da família que quebrara umas coisas sem querer. Lá, adota os ideais igualitários da Revolução Francesa e acaba preso durante seis meses por badernas e arruaças. Quando sai da cadeia, já perdeu o ano na faculdade, volta a Viseu, onde conhece e se apaixona por Teresa, sua vizinha que tem 15 anos e é filha de uma família inimiga da sua, os Alburquerques. O temperamento de Simão agora é outro; cresceu e amadureceu grandemente por esse amor.
Com o objetivo de separar Simão e Teresa, o pai da moça ameaça mandá-la para o convento, enquanto Domingos Botelho envia Simão de volta a Coimbra, para continuar seus estudos. Uma velha mendiga faz o papel de pombo-correio do casal, levando as cartas trocadas entre os dois jovens apaixonados.
Movido pelo amor a Teresa, Simão decide se regenerar e estudar muito. Nesse meio tempo, o irmão Manuel, que chegara a Coimbra, foge para a Espanha com uma açoriana (natural da Ilha de Açores) casada. A irmã caçula de Simão – Ritinha –, de doze anos, faz amizade com Teresa. O pai da heroína quer casá-la com o primo Baltasar Coutinho – ordem que a moça se nega a cumprir. As intenções do pai de sua amada fazem Simão retornar clandestinamente para Viseu, hospedando-se na casa do ferreiro João da Cruz, antigo conhecido do senhor Botelho, a quem devia favores, por lhe ter absolvido em uma demanda judicial. Simão combina encontrar-se às escondidas com Teresa no dia do aniversário da moça, em sua casa, mas o encontro é transferido para o dia seguinte porque Teresa é seguida por Baltasar.
Nesse dia, Simão vai ao encontro marcado levando consigo o ferreiro João da Cruz e outros amigos. Depara-se com Baltasar que, na companhia de alguns criados, fora até o local para matar Simão. Na briga, dois dos criados de Baltasar são mortos pelo ferreiro. Ferido, Simão convalesce na casa de João da Cruz. Teresa é então mandada para um convento onde ficará provisoriamente, em Viseu mesmo, até que possa seus papéis estejam prontos para ir, definitivamente, para um convento no Porto. Mariana, filha do ferreiro e apaixonada por Simão, dá a ele suas economias, dizendo que o dinheiro pertence à mãe do próprio Simão. Mariana vai ao convento em que Tereza está, para lhe dar a carta. Recebe como resposta que a menina irá mesmo mudar de convento.
No dia previsto para a mudança, Simão decide raptá-la. Dá-se um novo confronto com Baltasar Coutinho, que leva um tiro na testa e morre. Simão entrega-se à polícia, não tenta se defender nem atenuar a pena e dispensa a ajuda da família para sair da cadeia (até porque seu pai não pretendia mesmo ajudá-lo).
Com isso, levado a julgamento, é condenado à forca, mas as insistências dos familiares fazem seu pai lhe diminuir a pena. Sabendo que Simão vai para Porto, onde sua filha está hospedada no novo convento, o senhor Alburquerque tenta tirar a filha de lá, mas não consegue assim, imediatamente. Tenta apoio de todos os lados, mas todos lhe mostram que está sendo exagerado, louco e idiota por não deixar que sua filha seja feliz. Os desembargadores inclusive se mostram claramente a favor de Simão, no qual vêem um bom moço. O nobre ira-se. Volta de uma fuga que teve com uma mulher casada o irmão de Simão, Manuel. O pai deles, descontente da situação, manda a mulher embora. Manuel, sem recursos, acaba por ficar.
Enquanto isso, Mariana enlouquece de amor e a saúde de Teresa definha no convento. Na cadeia, Simão passa os dias lendo e escrevendo cartas. João da Cruz é assassinado pelo filho do criado de Baltasar Coutinho. Mariana, que estava na cidade do Porto, volta a Viseu para tomar posse da herança, que confia a Simão. Tardiamente, o pai de Simão pede que sua pena seja comutada em dez anos de prisão ali mesmo, mas o filho rejeita a ajuda paterna. Prefere o desterro para as Índias. A mãe lhe manda dinheiro para o degredo; ele o distribui entre os outros degredados (heroísmo romântico: desapego ao dinheiro). Na data em que a nau dos condenados deveria partir, recebe um maço de cartas de Teresa, inclusive com uma nova, a qual ele ainda não abre. A moça, no convento à beira-mar, acena para Simão, que depois não a vê mais lá.
A viagem acaba adiada para o dia seguinte; mais tarde, o capitão do navio chega de terra firma com a notícia de que Teresa havia morrido no mirante. Ao saber da morte de sua amada, Simão adoece, deixa Mariana aos cuidados do capitão e vem a falecer no décimo dia de viagem. Quando seu corpo é jogado ao mar, Mariana, que o havia acompanhado, lança-se da proa, suicidando-se abraçada à mortalha do amado. O autor diz que Manuel Botelho é seu pai.

Eurico, o Presbítero (Alexandre Herculano)
   A ação do romance transcorre da invasão árabe. Eurico, um godo (alemão), apaixona-se por Hemengarda, mas o pai da moça opõe-se ao casamento. Desgostoso, Eurico, torna-se presbítero (padre). Com a invasão sarracena, abandona-se o hábito para tornar-se um militar; converte-se num misterioso cavaleiro negro que logo se destaca por suas façanhas militares e pelas canções que fazia. Os portugueses são derrotados pelos árabes, mas Eurico incorpora-se a um grupo de resistência cujo chefe é Pelágio, irmão de Hemengarda. Assim, reencontra Hemengarda, que estava em poder dos árabes, e a salva. O antigo amor ressurge, mas agora há outro empecilho: o voto de castidade feito por Eurico. Os namorados, depois de uma conversa, decidem pela separação e cavaleiro negro, em desespero, atira-se a uma batalha suicida contra os árabes e morre e Hemengarda enlouquece.