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domingo, 20 de fevereiro de 2011

REALISMO NO BRASIL - MACHADO DE ASSIS - RESUMOS DE DOM CASMURRO, MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS e QUINCAS BORBA

REALISMO NO BRASIL - MACHADO DE ASSIS - DOM CASMURRO, MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS E QUINCAS BORBA - Resumos e aula


MACHADO DE ASSIS E SUA TRÍADE MACHADIANA

Memórias Póstumas de Brás Cubas
Quincas Borba
Dom Casmurro

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Dom Casmurro

Das Personagens:

Bentinho: Personagem principal, narrador em 1ª pessoa. Começa garoto e, com o desenrolar da história, torna-se um homem ciumento e “cabeçudo”. É um ótimo orador: seminarista e advogado.
Capitu: Musa de Bentinho. Foi sua vizinha, amiga e companheira de infância. É por ela que Bentinho não tem vontade de ir para o Seminário. Acaba sendo sua mulher. É bonita e tentadora.
Dona Glória: Mãe de Bentinho. Amorosa com o filho e temente a Deus.
Tio Cosme e Prima Justina: Parentes da mãe de Bentinho, que moraram na casa desta, servindo de companhia para a mesma.
José Dias: Agregado (apadrinhado) da família de Bentinho. Mesmo sem nenhum grau de parentesco, mora na casa destes. É uma companhia e uma espécie de empregado faz-tudo. É fiel e pedante (discursos vazios).
Escobar: Conhece Bentinho no seminário e torna-se seu melhor amigo. Depois de desistir do seminário, torna-se comerciante. Casa-se com a melhor amiga de Capitu: Sancha.
Ezequiel: Filho de Bentinho e Capitu. Nascido depois de muito tempo de tentativas de ter um filho. Leva esse nome em homenagem ao primeiro nome de Escobar.

Do Enredo:
O enredo trata-se de 3 áreas. Cada uma ligada diretamente na outra. Trata-se:
1. Bentinho em sua casa. Antes de ir para o seminário. Tendo encontros com Capitu. Tentando escapar da profissão de padre. Aqui o narrador tenta mostrar como Capitu já trazia características que a fariam traí-lo mais tarde.
2. Bentinho no seminário. Quando conhece Escobar. E faz visitas a sua casa todo fim de Semana.
3. Bentinho casado e um tempo depois da separação. É o clímax da narração. É quando se casa com Capitu, tem um filho, e começa ter a desconfiança que o filho não é dele, mas de seu melhor amigo, Escobar. Bentinho chega, inclusive, a tentar matar o próprio filho. Separa-se da mulher. Ela morre antes dele.

A terceira parte é repleta de dúvidas sobre a possível traição. Há elementos que apóiam a idéia e outros que vão contra. É quase impossível uma certeza. No entanto, cabe a cada um fazer seu julgamento.
O fundamental de ser notado é a maturidade e inteligência de Machado de Assis ao criar uma obra quase insolucionável.
Não podemos também esquecermo-nos de o narrador já está velho e rancoroso ao contar a história, tentando sempre guiar o leitor para o seu lado, e que Capitu já está morta e não pode se defender.

Enredo:
Linearmente, a história é a seguinte: Quando Bento Santiago nasceu, a mãe prometeu que o daria como padre à Igreja se ele crescesse saudável (ela havia perdido um outro filho, antes dele); o pai morreu em seguida e D. Glória criou o menino entre carinhos e mimos. Na casa, ficaram os adultos e seus problemas: a mãe viúva, ainda bonita, a prima Justina, o tio Cosme e n José Dias, um agregado, que tem as falas sempre marcadas por superlativos.
No início da adolescência, ainda em casa porque a mãe hesitava em mandá-lo para o seminário, Bentinho se apaixona pela vizinha Capitu, amigos que eram desde a infância. E Capitu se apaixona por ele.
Alertada por José Dias, D. Glória resolve mandar o filho ao seminário. Bentinho e Capitu são separados, então, para a grande tristeza de ambos. Mas no seminário, Bento Santiago conhece Escobar Ezequiel, que lá estava para estudar para o comércio, e este lhe sugere que fale com a mãe para pedir ao bispo uma troca: Bentinho deixaria o seminário e D. Glória pagaria a um menino pobre para estudar e ser padre.
E assim foi feito. Livre para o amor de Capitu, Bento vai para São Paulo estudar Direito e de lá volta formado. Casa-se com Capitu no mesmo dia que Escobar casa-se com Sancha, a dileta e querida amiga de Capitu.
Desde o início da narrativa, Bento Santiago encarrega-se de algo detestável: disseminar no leitor a desconfiança. Para tanto, conta episódios em que Capitu é vista como dissimulada (o beijo, o jogo do sério...). Cria, a cada capítulo e com genial maestria, a desconfiança do leitor que, por fim, há de lhe dar razão quanto à traição da mulher.
Casados, não tinham filhos. Sancha e Escobar têm uma menina que, em homenagem à amizade, recebe o nome de Capitolina.
Capitu engravida finalmente e nasce Ezequiel. É aí que começa a tormenta: para Bentinho, o menino se assemelhava, cada dia mais, ao amigo Escobar. Escobar, por sinal, morre afogado certo dia e Bentinho desconfia da atitude de Capitu.
Um dia, tomado pela obsessão do ciúme, resolve ir à cidade e comprar um veneno: quer matar-se. Mas também vai ao teatro e vê Othelo, de Shakespeare, drama que trata da tragédia que a desconfiança faz nas criaturas. Ao voltar, depois de oferecer numa xícara de café o veneno ao pequenino Ezequiel e arrepender-se na última hora, briga com Capitu que o surpreende a dizer a Ezequiel que não é o pai dele. E, por fim, vão Ezequiel e Capitu para a Suíça, num exílio imposto pelo marido desconfiado e infeliz.
Capitu morre na Europa; Ezequiel, já adulto, vem visitar o pai. Mas, ao voltar para as escavações no norte da África, morre de uma febre esquisita.


Memória Póstumas de Brás Cubas (inicia o Realismo no Brasil)

Narrado por um defunto, o romance apresenta a vida inútil e desperdiçada do anti-herói Brás Cubas. Utilizando recursos narrativos inusitados, Machado surpreende a cada página com sua ironia cortante e, acima de tudo, com a inteligência  que prende até o leitor mais desconfiado. Antecipando procedimentos modernistas e descobertas da psicanálise, esta obra ácida e irônica de Machado de Assis eleva a literatura brasileira a um patamar jamais antes atingido.

Na abertura do livro, uma dedicatória escrita sob a forma de um epitáfio anuncia o narrador desse romance inusitado: Brás Cubas, um defunto-autor que começa contando detalhes do seu funeral. Depois de algumas digressões, ele retoma a ordem cronológica dos acontecimentos, relatando a infância e a primeira paixão da adolescência, aos 17 anos, pela cortesã Marcela. Presenteia tanto a amada que o pai, irritado com o gasto excessivo, manda-o estudar Direito em Coimbra, Portugal.
Assim como foi, também volta a chamado do pai porque a mãe está à morte. Namora então Eugênia, a filha de uma amiga pobre da família, enquanto o pai procura arranjar um casamento de interesse com Virgília, a filha de um político, o Conselheiro Dutra. Ela, no entanto, casa-se com um político, Lobo Neves, e posteriormente se torna amante de Brás, mantendo com ele encontros na casa habitada por dona Plácida. Antes de o caso começar, morre o pai de Brás. Começa então um litígio entre ele e a irmã Sabina pela herança.
    Em meio a tudo isso, o protagonista Brás reencontra Quincas Borba, amigo dos tempos de escola, que lhe apresenta uma doutrina filosófica que criara, o Humanitismo. Virgília parte para o Norte, acompanhando o marido, nomeado presidente de província. Brás namora então a sobrinha do cunhado Cotrim, mas a garota morre aos 19 anos. Ele, que já se tornara deputado, fracassa na tentativa de virar ministro de Estado. Frustrado, funda um jornal de oposição. Percebe, então, que Quincas Borba está enlouquecendo progressivamente.
Procurado por Virgília, já idosa, Brás ampara dona Plácida, que morre pouco depois. É um período cheio de perdas e decepções: morrem Marcela, o louco Quincas Borba, Lobo Neves e Eugênia aparece em um cortiço. Ao tentar inventar um emplasto que lhe daria a fama tão desejada, Brás Cubas adoece e recebe a visita da ex-amante Virgília e do filho dela. Morre depois de um delírio, aos 64 anos. Decide, então, contar sua vida em detalhes, mas, pouco sistemático que é, e ainda excitado pela experiência da morte, sua narrativa segue a lógica do pensamento.
O caráter inovador de Memórias Póstumas de Brás Cubas não está na história propriamente dita ou na seqüência cronológica dos fatos. A melhor chave para compreender a obra são as reflexões do personagem, como elas se encadeiam e se misturam aos eventos que ele vive. O mundo dos personagens, o seu psicológico, é o que mais merece atenção e destaque nesta obra.


Quincas Borba

O romance conta a vida de Rubião, um pacato professor que se torna rico da noite para o dia ao receber uma herança deixada pelo filósofo Quincas Borba, criador de uma filosofia chamada Humanitismo. Rubião passa a viver na Corte do Rio de Janeiro, num ambiente a que não estava acostumado e que muito o deslumbra. Torna-se amigo de um casal, Palha e Sofia, em torno dos quais e do próprio Rubião gira todo o enredo do romance. Há também um cachorro, o Quincas Borba, que herdou o nome do filósofo, que fora seu dono, antes que ele passasse a pertencer a Rubião.
Rubião acaba sendo traído por Palha e Sofia, quando Palha faz uma proposta empolgante a Rubião em investir seu dinheiro na área de exportação. Rubião, empolgado com a esperança de multiplicar seu dinheiro, acaba caindo na armadilha de Palha e Sofia, que dizem a ele que outro negociador de "fora" passou-os para trás e ficou com o dinheiro do investimento.
Rubião morre pobre e solene. Já doente na sua cidade natal, deixa uma última frase. Em um momento de lucidez de sua morte, diz: "AO VENCEDOR , AS BATATAS". Muito resumidamente isto quer dizer, a quem venceu a guerra, que desfrute das batatas
O livro retrata muito bem o pessimismo e a falta de crença do autor na bondade humana.


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sábado, 19 de fevereiro de 2011

ALUNOS DO COLÉGIO INTEGRAL: Conteúdos a serem estudados para as primeiras provas

INTEGRAL

Conteúdos a serem estudados para as primeiras provas

9° Ano:
Literatura: Interpretação de textos
Redação: a prova ainda não foi marcada

1° Colegial:
Literatura - do início da apostila até a página 430 (mais o caderno).
Gramática - Variação linguística e Fonologia (capítulos inteiros)
Redação - a prova ainda não foi marcada

2° Colegial:
Redação - a prova ainda não foi marcada

Abraço e bons estudos!
Prof. Fernando.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"Memórias de um sargento de milícias" - Manuel Antônio de Almeida

Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida

Nascido na época do nosso ultra-romantismo mais descabelado, é difícil definir que tipo de romance (há os que afirmam ser uma novela picaresca, em que o herói é um anti-herói, divertido e que se mete em muitas encrencas, e em que o enredo não é o forte) é Memórias de um sargento de milícias. O certo, no entanto, é classificá-lo como romance extemporâneo, uma vez que, nascido em pleno Romantismo, tem características tipicamente realistas. Além disso, é o primeiro romance que se liberta do conservadorismo assemelhado ao de Portugal e traz à luz um modelo brasileiro de narrativas e falares típicos, ou seja, primeira afirmação de um romance genuinamente nacionalista entre nós.
Esse romance é importante para destacar a sociedade da época, principalmente no que se refere à linha da ordem social. Os personagens constantemente variam entre a ordem e a desordem, não são nem bons nem maus, nem ricos nem pobres, sem profundidade psicológica: simplesmente pessoas comuns. Inicia-se também nesse livro uma cultura que será bastante cultuada em nossa literatura ao longo do século seguinte: o malandro.
A Parte I começa pela expressão: "Era no tempo do Rei." De que rei? Possivelmente de D. João VI e a época da chegada da corte portuguesa ao Brasil, em 1808. O romance tem este tom narrativo-designativo como se o narrador fosse o condutor do leitor a um mundo pouco convencional ao romance da época: um mundo formado de criaturas comuns, na periferia e nunca na corte, gente como o Barbeiro, a comadre, Vidinha, Luisinha, Maria da Hortaliça e Leonardo Pataca, o pai. Gentinha, gentalha, o "Zé-povinho".
Leonardo, o protagonista, é nascido de "uma pisadela e de um beliscão", abandonado pelos pais que o deixam sob os cuidados do padrinho, cresce ao deus-dará, sem temer nada ou ninguém, movido pelo prazer e pela alegria de viver. É dessa forma que podemos aproximá-lo de Macunaíma, outro herói sem nenhum caráter.
Foge da tradição romântica do par amoroso bem-aventurado: tanto Leonardo como Lusinha são seres nada extraordinários: se ele é filho de "uma pisadela e de um beliscão", Luisinha é uma moça feia, de olhos baixos e franja a cobrir os olhos, braços compridos, roupas esquisitas que "tendo perdido as graças de menina ainda não alcançara as graças de mulher".

Enredo

A história é a seguinte: Leonardo Pataca e Maria da Hortaliça, os pais de Leonardo, vêm de Portugal no mesmo navio. E se tornam amantes na travessia. Nascido, pois, de "uma pisadela e de um beliscão" (nome dado às cantadas àquela época), o pequeno vem ao mundo no Rio de Janeiro, na periferia, onde os pais foram morar. Leonardo Pataca era um meirinho corrupto e a mãe uma mulher de costumes socialmente condenáveis. Deram-no para ser batizado pela comadre, parteira e benzedeira, e pelo compadre, um barbeiro bonachão que acabou por criar o menino porque os pais o abandonaram à própria sorte (a mãe fugira com o capitão do navio que os trouxera ao Rio).
O padrinho queria fazê-lo advogado ou padre, mas nada conseguiu, uma vez que o menino não se deu bem na escola e sequer como coroinha.
Tornou-se moço entre as gentes das mais baixas camadas sociais e se apaixonou por Luisinha, moça órfã de quem dona Maria conseguiu a tutela. Depois de brigar em casa após não ter visto Luisinha, Leonardo foge e acaba vivendo um período como agregado de uma outra família, da qual faz parte Vidinha, uma paixão momentânea. Enquanto isso, Luisinha acaba se casando com o rico advogado José Manuel.
 Leonardo, que nessas alturas era um "vadio-mestre" era constantemente perseguido e preso pelo Major Vidigal. Por obra de fuxicos das comadres, consegue-se um posto nas milícias para Leonardo, através do Major Vidigal.
Luisinha fica viúva, Leonardo vai, está claro, tê-la para si: rica, linda, porque agora, finalmente, ganhara as tais "formas de mulher".

"Senhora" e "Lucíola", ambos de José de Alencar

Senhora – José de Alencar

A obra relata a dramática história de amor entre Seixas e Aurélia. Seixas era um pobre mancebo, que trabalhava como jornalista, vivia na pobreza, mas não abria mão do outro lado da sua vida, com o qual gastava todo o seu ordenado : as festas da sociedade. Aurélia também era uma pobre moça, mas que subira na vida após herdar a fortuna de seu avô fazendeiro. Era uma moça belíssima. Aurélia e Seixas iam se casar, mas esse casamento não ocorreu porque Seixas sabia que era pobre, e sabia que não era o homem certo para Aurélia, apesar de amá-la. Esse relacionamento se desfez quando o pai de Adelaide de Amaral oferece um dote para que ele se casasse com sua filha, e ele aceita. Algum tempo depois de receber a herança, Aurélia decide que quer se casar, e resolve "comprar" um. O escolhido, no entanto, era Seixas, que aceitara submeter-se ao casamento, mesmo sem saber quem era a noiva, pois tinha necessidade do dote. Logo após o casamento, Aurélia deixa bem claro que Seixas era um marido comprado, e que o que estava se passando era um casamento de conveniência. Apesar dos dois, de certa forma, amarem-se, nenhum dois dois demonstrava. O casamento foi marcado por rotineira e seca. Seixas, muitas vezes sentiu-se humilhado por Aurélia. Onze meses após o casamento, Seixas consegue o dinheiro de que precisava para desfazer o casamento, e isso que ele faz. No momento em que Seixas vai se despedir de Aurélia, já separados, Aurélia confessa que o ama de verdade, e suplica pelo o amor dele. Aurélia consegue provar esse amor, e conquista Seixas, mesmo ele achando que a riqueza dela havia destruído o amor dos dois. 

Lucíola – José de Alencar

  LUCÍOLA, publicado em 1862, é um romance de amor bem ao sabor do Romantismo, muito embora uma ou outra manifestação do estilo Realista aí se faça presente. Trata-se de um romance de "primeira pessoa", ou seja, o narrador da história é um personagem importante da mesma, Paulo Silva. E ele a narra em cartas dirigidas a uma senhora, G. M. (pseudônimo de Alencar), que as publica em livro com o título de LUCÍOLA (“inseto que emite luz”).  
      Paulo Silva, o personagem-narrador, é um rapaz de 25 anos, pernambucano, recém-chegado ao Rio de Janeiro, em 1855, com a intenção de aí se estabelecer. Ele envia esse livro para uma senhora sua amiga.
      No dia mesmo de sua chegada à corte (Rio de Janeiro), após o jantar, sai em companhia de um amigo para conhecer a cidade. Na rua das Mangueiras vê passar em um carro uma jovem muito bela. Um imprevisto faz parar o carro, dando a Paulo a oportunidade de repará-la melhor. Dia após, em companhia de outro amigo, o Dr. Sá, Paulo participa da festa de N. Senhora da Glória, quando lhe aparece a linda moça. Informando-se do amigo, fica sabendo tratar-se de Lúcia, a prostituta mais bela, requintada e disputada da cidade. Mas ele se impressiona com a "expressão cândida do rosto e a graciosa modéstia do gesto, ainda mesmo quando os lábios dessa mulher revelam a cortesã franca e impudente."
      Mais ou menos um mês após sua chegada, Paulo vai à procura de Lúcia, levado, é claro pelo desejo de possuir aquela linda mulher. Após longa e agradável conversa, acaba se surpreendendo com o "casto e ingênuo perfume que respirava de toda a sua pessoa". A um mínimo lance de seus seios, "ela se enrubesceu como uma menina e fechou o roupão" discretamente. E ele, que fora quente de desejos, agora, na rua, se acha ridículo por não haver ousado mais. Além do que, o Dr. Sá lhe confirmara que "Lúcia é a mais alegre companheira que pode haver para uma noite, ou mesmo alguns dias de extravagância."
      No dia seguinte Paulo está de volta à casa da heroína. Ao seu primeiro ataque, Lúcia se opõe com duas lágrimas nos olhos. Supondo ser fingimento, mostra-se aborrecido e ela reage atirando-se completamente nua em seus braços, já que era isso que Paulo queria. Mas no auge do prazer do sexo, Paulo percebe algo diferente nas carícias de Lúcia: mesmo no clímax do gozo, parece que ela sofria. Sente, na hora, um imenso dó, ao que ela corresponde cinicamente: "- Que importa? Contanto que tenha gozado de minha mocidade! De que serve a velhice às mulheres como eu?" Ele quer pagar-lhe, ela rejeita com um meigo aperto de mão. E ele retira-se realmente confuso com "a singularidade daquela cortesã, que ora levava a impudência até o cinismo, ora esquecia-se do seu papel no simples e modesto recato de uma senhora".
      E as informações que lhe chegam a seu respeito são as piores. O Cunha diz que ela é "a mais bonita mulher do Rio e também a mais caprichosa e excêntrica. Ninguém a compreende. "Nunca fica muito tempo com o mesmo amante, "pois não admite que ninguém adquira direitos sobre ela." Além do mais, é avarenta. Vende tudo o que ganha. Até roupas. Para Paulo, no entanto, ela parece ser ao contrário de tudo isso. Afinal, ela finge para ele ou já o ama? Paulo fica em dúvida atroz.
      Por aqueles dias, numa ceia em casa do Sá, com pessoas (Lúcia, Paulo, Sr. Couto, Laura, Nina, Rochinha, etc...) maldosamente convidadas para transformar a ceia em bacanal, Lúcia desfila toda nua, imitando as poses lascivas dos quadros que estavam nas paredes, ante os olhares voluptuosos dos presentes. Depois, em lágrimas, nos jardins da casa, ela se explica a Paulo. Fez aquilo por desespero, pois ele havia zombado dela momentos antes: "se o Senhor não zombasse de mim, não o teria feito por coisa alguma deste mundo..." E depois porque teria sido uma decepção total, afinal o que Sá pretendia era mostrar a seu amigo Paulo quem era Lúcia. "Não foi para isso que se deu essa ceia?! - explicou Lúcia. E os dois se amaram profundamente, lá mesmo no jardim, á luz da lua, até de madrugada.
      Decorridos alguns dias, Paulo de certo modo passa a morar com Lúcia, e, apesar das prevenções e restrições, mais e mais se liga a ela por afeto. Lúcia, por sua vez, já ama Paulo e se entrega e ele como a um dono e senhor. Há momentos de atritos entre ambos. Passageiros, e todos causados pelo egoísmo e incompreensão de Paulo que não entende as profundas transformações que o seu afeto operou nela. E a tal ponto , que ela não suportaria mais a idéia de se lhe entregar na cama, pois sente por ele um amor muito puro e profundo. E ele, levado mais por desejo que por afeto, não consegue aceitar esse comportamento sublime.
      As más línguas já comentam que Paulo, além de viver à custa de Lúcia, ainda a proíbe de freqüentar a sociedade. Lúcia que já então procurava viver mais retraída dispõe-se a voltar à vida mundana apenas para salvar-lhe a reputação. Mas Paulo - complicado, sádico, estúpido e chato - não compreende.
      Lúcia já não vibra como outrora. Mesmo quando excitada por Paulo. É a doença que já se faz sentir. Paulo não entende essa frieza e por vezes se exaspera. Ela sofre calada pois reconhece que "o amor para uma mulher como eu seria a mais terrível punição que Deus poderia infligir-lhe!". O grande sentimento que os unia, arrefece, dando lugar a uma amizade simplesmente.
      O comportamento de Lúcia é cada vez mais sublime e heróico. Já não existe mais nada da antiga cortesã. E Paulo, por fim, entende essa nobreza de caráter e compreende o porquê das suas recusas. Ela lhe recusava o corpo porque o amava em espírito. E também porque já está doente. Paulo promete respeitá-la de ora em diante.
      Lúcia um dia lhe revela todo o seu passado. Chamava-se Maria da Glória. Era uma menina feliz de 14 anos e morava com os pais, quando, em 1850, sobreveio a terrível febre amarela. Seus pais, os três irmãos, uma tia caíram de cama, Ela ficou só. No auge do desespero, resolveu pedir ajuda a um vizinho rico, Sr. Couto, que em troca de algumas moedas de ouro tirou-lhe a inocência. "o dinheiro ganho com a minha vergonha salvou a vida de meu pai e trouxe-nos um raio de esperança." Seu pai, porém, sabendo da origem do dinheiro, e supondo ter a filha um amante, a expulsou de casa. Sozinha, sem ter aonde ir, foi acolhida por uma mulher, Jesuína, que, quinze dias depois, à conduziu à prostituição, estipulando pela beleza de seu corpo um alto preço. O dinheiro, ela o usava para cuidar do que restava da família: "e eu tive o supremo alívio de comprar com a minha desgraça a vida de meus pais e de minha irmã".
      Uma colega de infortúnio foi morar com ela. Chamava-se Lúcia. Tornaram-se amigas. Lúcia morreu pouco depois. No atestado de óbito, a heroína fez constar que a falecida se chamava Maria da Glória, adotando para si o nome da amiga morta. "Morri pois para o mundo e para minha família. Meus pais choravam sua filha morta; mas já não se envergonhavam de sua filha prostituída." E todo dinheiro que ganhava, destinava-o à preparação de um dote para sua irmã, Ana, a qual passou a manter num colégio interno depois da morte dos pais.
      Agora Paulo compreende ainda melhor as atitudes misteriosas e contraditórias que Lúcia tomava como cortesã. É que esse gênero de vida lhe parecia sórdido e abjeto. Ela suportava como a um martírio, uma autopunição, uma maneira de reparar o seu pecado. Conhecido se passado heróico, ele passa a sentir por Lúcia uma grande ternura e um amor sincero.
      Seguem-se dias tranqüilos. Lúcia muda-se para uma casinha modesta e Ana mora com ela. "isto não pode durar muito! É impossível!" É o pressentimento da morte. Lúcia tenta convencer Paulo a se casar com Ana, que já o ama também. Seria uma maneira de perpetuar o amor de ambos, já que ela se julga indigna do puro amor conjugal. Paulo rejeita com veemência em nome do amor que não sente por Ana.
      Lúcia aborta o filho que esperava de Paulo. Ela se recusa a tomar remédio para expelir o feto morto, dizendo "Sua mãe lhe servirá de túmulo". E já no leito de morte, recebe o juramento de Paulo prometendo-lhe cuidar de Ana como sua filha. E morre docemente nos braços de seu amado, indo amá-lo por toda a eternidade. Ana se casa com outro e Paulo fica cuidando dela como pai. Paulo remete o livro a uma velha senhora.

Resumo do livro "Iracema" e do livro "O Guarani", ambos de José de Alencar


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Iracema – José de Alencar

Um dos mais belos romances da nossa literatura romântica, Iracema é considerado por muitos “um poema em prosa”. A trágica história da bela índia apaixonada pelo guerreiro branco é contada por José de Alencar com o ritmo e a força de imagens próprios da poesia.
Em Iracema, José de Alencar construiu uma alegoria perfeita do processo de colonização do Brasil e de toda a América pelos invasores portugueses e europeus em geral. O nome Iracema é uma anagrama da palavra América. O nome de seu amado Martim remete ao deus greco-romano Marte, o deus da guerra e da destruição.
O autor demonstra, já a partir do título, um evidente trabalho de construção de uma linguagem e de um estilo que possam melhor representar, para o leitor, “a singeleza primitiva da língua bárbara”, com “termos e frases que pareçam naturais na boca do selvagem”.
Numa atmosfera lendária, de exótica e delicada poesia, desenrola-se a história triste dos amores de Martim, primeiro colonizador português do Ceará, e Iracema, jovem e bela índia tabajara, filha de Araquém, pajé da tribo. Martim saíra à caça com seu amigo Poti, guerreiro pitiguara, e perdera-se do companheiro, indo ter aos campos dos inimigos tabajaras. Encontra Iracema, que depois de acertá-lo com uma flecha, acolhe-o na cabana de Araquém, seu pai. Martim espera a volta de Caubi, irmão de Iracema, para que ele o reconduza, são e salvo, às terras pitiguaras. Iracema, porém, apaixona-se por Martim, traindo o segredo de jurema, que guardava como virgem de Tupã. Acompanha o esposo, deixando na sua tribo um ambiente de revolta, acirrado pelos ciúmes de Irapuã, destemido chefe tabajara. Desencadeia-se a guerra da vingança, e os tabajaras são derrotados; Iracema confunde as venturas do amor com as amargas tristezas que despertam os campos juncados de cadáveres de seus irmãos. Ao remorso e saudade outra dor se lhe acrescenta; o arrefecimento do amor de Martim que, para amenizar a nostalgia da pátria distante, ausenta-se em longas e demoradas jornadas. Sabendo da ausência de Martim, Caubí, irmão de Iracema, vai visitá-la e dia que já a perdoou por ter fugido e dado às costas à sua tribo. Num de seus regressos, Martim encontra Iracema às portas da morte, - exausta pelo esforço que fizera para alimentar o filhinho recém-nascido, a quem dera o nome de Moacir, literalmente na sua língua, filho da dor. Martim enterra o corpo da esposa e parte, levando o filho e a saudade da fiel companheira. Iracema é enterrada ao pé de um coqueiro, na borda de um rio, o qual mais tarde seria batizado de Ceará, e que daria também nome à região banhada por este rio.

* Martim Soares Moreno realmente foi o fundador do Ceará e Antônio Felipe Camarão (Poti) também existiu e lutou na guerra contra a Holanda, como Martim.e
a) É o avô de Poti, guerreiro da tribo pitiguara, que é amigo de Martim.
b) Poti: é amigo de Martim e o ajuda a se salvar na guerra contra os tabajaras. Mais tarde é batizado com o nome de Antônio Felipe Camarão. O primeiro nome se refere a Santo Antônio, pois ganhou o nome cristão no dia do santo. O segundo nome significa o poder real (domínio espanhol), e o último, a tradução de Poti para o português. Dirige-se também ao estrangeiro
Martim Soares Moreno: guerreiro e colonizador português aliado dos pitiguaras e objeto da paixão de Iracema, com quem teve um filho, Moacir, símbolo da união das raças.

O Guarani – José de Alencar
Em síntese, em O Guarani se contam as dramáticas lutas do fidalgo português D. Antônio de Mariz contra os índios que lhe assediam a casa e terras e contra a revolta dos homens d'arma a seu serviço, estimulados pelo ex-frade italiano, Loredano. Encontra D. Antônio de Mariz leal e dedicado aliado na pessoa do índio Peri, fascinado pela beleza celestial de Cecília, filha de D. Antônio. Peri salva mais de uma vez a vida de Ceci, como a chamava, e, tornado cristão, recebe do fidalgo português a missão de salvar-lhe a filha quando, impossibilitado de resistir por mais tempo à investida numerosa dos selvagens, resolve destruir sua casa para não se render.
      Paralelamente, narram-se também no livro os amores de Isabel, filha natural de D. Antônio de Mariz, e do jovem fidalgo D. Álvaro de Sá" ("Nossos Clássicos", p. 19).

Na primeira metade do século XVII, Portugal ainda dependia politicamente da Espanha, fato que, se por um lado exasperava os sentimentos patrióticos de um frei Antão, como mostrou Gonçalves Dias, por outro lado a ele se acomodavam os conservadoristas e os portugueses de pouco brio. D. Antônio de Mariz, fidalgo dos mais insignes da nobreza de Portugal, leva adiante no Brasil uma colonização dentro mais rigoroso espírito de obediência à sua pátria. Representa, com sua casa-forte, elevada na Serra dos Órgãos, um baluarte na Colônia, a desafiar o poderio espanhol. Sua casa-forte, às margens do Pequequer, afluente do Paraíba, é abrigo de ilustres portugueses, afinados no mesmo espírito patriótico e colonizador, mas acolhe inicialmente, com ingênua cordialidade, bandos de mercenários, homens sedentos de ouro e prata, como o aventureiro Loredano, ex-padre que assassinara um homem desarmado, a troco do mapa das famosas minas de prata. Dentro da respeitável casa de D. Antônio de Mariz, Loredano vai pacientemente urdindo seu plano de destruição de toda a família e dos agregados.
Em seus planos, contudo, está o rapto da bela Cecília, filha de D. Antônio, mas que é constantemente vigiada por um índio forte e corajoso, Peri, que em recompensa por tê-la salvo certa vez de uma avalancha de pedras, recebeu a mais alta gratidão de D. Antônio e mesmo o afeto espontâneo da moça, que o trata como a um irmão. A narrativa inicia seus momentos épicos logo após o incidente em que Diogo, filho de D. Antônio, inadvertidamente, mata uma indiazinha aimoré, durante uma caçada. Indignados, os aimorés procuram vingança: surpreendidos por Peri, enquanto espreitavam o banho de Ceci, para logo após assassiná-la, dois aimorés caem transpassados por certeiras flechas; o fato é relatado à tribo aimoré por uma índia que conseguira ver o ocorrido.
A luta que se irá travar não diminui a ambição de Loredano, que continua a tramar a destruição de todos os que não o acompanhem. Pela bravura demonstrada do homem português, têm importância ainda dois personagens: Álvaro, jovem enamorado de Ceci e não retribuído nesse amor, senão numa fraterna simpatia; Aires Gomes, espécie de comandante de armas, leal defensor da casa de D. Antônio. Durante todos os momentos da luta, Peri, vigilante, não descura dos passos de Loredano, frustrando todas suas tentativas de traição ou de rapto de Ceci. Muito mais numerosos, os aimorés vão ganhando a luta passo a passo.
Num momento, dos mais heróicos por sinal, Peri, conhecendo que estavam quase perdidos, tenta uma solução tipicamente indígena: tomando veneno, pois sabe que os aimorés são antropófagos, desce a montanha e vai lutar "in loco" contra os aimorés: sabe que, morrendo, seria sua carne devorada pelos antropófagos e aí estaria a salvação da casa de D. Antônio: eles morreriam, pois seu organismo já estaria de todo envenenado. Depois de encarniçada luta, onde morreram muitos inimigos, Peri é subjugado e, já sem forças, espera, armado, o sacrifício que lhe irão impingir. Álvaro (a esta altura enamorado de Isabel, irmã adotiva de Cecília) consegue heroicamente salvar Peri. Peri volta e diz a Ceci que havia tomado veneno. Ante o desespero da moça com essa revelação, Peri volta à floresta em busca de um antídoto, espécie de erva que neutraliza o poder letal do veneno. De volta, traz o cadáver de Álvaro morto em combate com os aimorés.
Dá-se então o momento trágico da narrativa: Isabel, inconformada com a desgraça ocorrida ao amado, suicida-se sobre seu corpo. Loredano continua agindo. Crendo-se completamente seguro, trama agora a morte de D. Antônio e parte para a ação. Quando menos supõe, é preso e condenado a morrer na fogueira, como traidor. O cerco dos selvagens é cada vez maior. Peri, a pedido do pai de Cecília, se faz cristão, única maneira possível para que D. Antônio concordasse, na fuga dos dois, os únicos que se poderiam salvar. Descendo por uma corda através do abismo, carregando Cecília entorpecida pelo vinho que o pai lhe dera para que dormisse, Peri, consegue afinal chegar ao rio Paquequer. Numa frágil canoa, vai descendo rio abaixo, até que ouve o grande estampido provocado por D. Antônio, que, vendo entrarem os aimorés em sua fortaleza, ateia fogo aos barris de pólvora, destruindo índios e portugueses.
Testemunhas únicas do ocorrido, Peri e Ceci caminham agora por uma natureza revolta em águas, enfrentando a fúria dos elementos da tempestade. Cecília acorda e Peri lhe relata o sucedido. Transtornada, a moça se vê sozinha no mundo. Prefere não mais voltar ao Rio de Janeiro, para onde iria. Prefere ficar com Peri, morando nas selvas. A tempestade faz as águas subirem ainda mais. Por segurança, Peri sobe ao alto de uma palmeira, protegendo fielmente a moça. Como as águas fossem subindo perigosamente, Peri, com força descomunal, arranca a palmeira do solo, improvisando uma canoa. O romance termina com a palmeira perdendo-se no horizonte, não sem antes Alencar ter sugerido, nas últimas linhas do romance, uma bela união amorosa, semente de onde brotaria mais tarde a raça brasileira...


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Lista de leituras obrigatórias - Objetivo SGS - 2011

LISTA DE LIVROS DE LITERATURA – ANO 2010 - SGS

Divisão normal de notas para 2010:
30 – testões sobre matéria (questões fechadas)
40 – prova de secretaria sobre os dois livros (10 questões abertas)
10 – tarefões
20 – prova sobre matéria, aberta, mas com respostas bem objetivas

1° ANO DO ENSINO MÉDIO
Para a Prova de Secretaria do 1° bimestre
- Capitães de Areia – Jorge Amado
- Entrevista com o vampiro – Anne Rice

Para a Prova de Secretaria do 2° bimestre
- Auto da barca do inferno – Gil Vicente (adaptado para o Português atual)
- O caso dos dez negrinhos – Agatha Christie

Para a Prova de Secretaria do 3° bimestre
- Noite na Taverna – Álvares Azevedo
- Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida

Para a Prova de Secretaria do 4° bimestre
- Senhora – José de Alencar (novembro)
- O retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde (Literatura Inglesa)


2° ANO DO ENSINO MÉDIO
Para a Prova de Secretaria do 1° bimestre
- Dom Casmurro – Machado de Assis
- O cortiço – Aluísio Azevedo

Para a Prova de Secretaria do 2° bimestre
- Revolução dos Bichos – George Orwell
- Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

Para a Prova de Secretaria do 3° bimestre
- Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto
- Memorial de Maria Moura – Rachel de Queiroz

Para a Prova de Secretaria do 4° bimestre
- A hora da estrela – Clarice Lispector
- Sagarana – Guimarães Rosa


Lista de leituras obrigatórias - Integral - 2011

LISTA DE LIVROS 2011

INTEGRAL
8ª série
1° bimestre – A marca de uma lágrima – Pedro Bandeira
2° bimestre – O caso dos dez negrinhos – Agatha Christie
3° bimestre – Drácula – Bram Stoker (Adaptação)
4° bimestre – O guia do mochileiro das galáxias – Douglas Adams

1° colegial
1° bimestre
- Capitães de areia – Jorge Amado
- Entrevista com o vampiro – Anne Rice
2° bimestre
- Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie
- Auto da barca do inferno – Gil Vicente (adaptado para o Português atual)
3° bimestre -
- Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida
- Noite na Taverna – Álvares de Azevedo
4° bimestre -
- Lucíola – José de Alencar
- O retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde

Lista de leituras obrigatórias - CNEC - 2011

LISTA DE LIVROS DE LITERATURA – ANO 2011 - CNEC

1° ANO DO ENSINO MÉDIO

Para a Prova de Secretaria do 1° trimestre
- Capitães de Areia – Jorge Amado (março)
- Entrevista com o vampiro – Anne Rice (abril)

Para a Prova de Secretaria do 2° trimestre
- Auto da barca do inferno – Gil Vicente (adaptado para o Português atual) (maio)
- O caso dos dez negrinhos – Agatha Christie (junho)
- Noite na Taverna – Álvares Azevedo (agosto)

Para a Prova de Secretaria do 3° trimestre
- O retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde (Literatura Inglesa) (setembro)
- Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida (outubro)
- Senhora – José de Alencar (novembro)


2° ANO DO ENSINO MÉDIO

Para a Prova de Secretaria do 1° trimestre
- Dom Casmurro – Machado de Assis
- O cortiço – Aluísio Azevedo

Para a Prova de Secretaria do 2° trimestre
- 1984 – George Orwell
- Ensaio sobre a cegueira – José Saramago (o autor é Prêmio Nobel)
- Vidas Secas – Graciliano Ramos

Para a Prova de Secretaria do 3° trimestre
- Anjo Negro – Nelson Rodrigues
- A hora da estrela – Clarice Lispector
- Sagarana – Guimarães Rosa (só três dos nove contos: A hora e a vez de Augusto Matraga, Duelo e São Marcos)